Há quarenta anos perdemos umas das maiores autoras da literatura mundial, Rainha do Crime como é conhecida, ainda conquista milhares de fãs ainda hoje. E seus livros estão sempre presente entre mais vendidos, mostrando que um bom romance policial nunca sai da moda. Com histórias brilhantes de crimes notórios, Agatha Christie começou a escrever depois que sua irmã duvidou que pudesse escrever uma historia policial, com essa semente plantada, dois anos depois colheu os frutos com seu primeiro romance policial escrito.

Com um padrão nada convencional Agatha escrevia o primeiro e o último capitulo, como já conhecia seu fluxo criativo, se certificava do meio se encaixa na historia narrada. Em sua autobiografia ela descreve com detalhes seu gênio criativo, como em seus romances policiais o mais importante é a paixão por trás de seus personagens, o crime é recorrente. E o que, mas a assustava era a preocupação que seus leitores tinham com culpado e não a vitima. Mas talvez faça parte da estrutura do romance policial em si, a essência de buscar o autor dos crimes até então desconhecidos e um final surpreendente.

Agatha Christie nasceu em 1890 em Torquay, na Inglaterra, filha de um rico americano foi à única dos irmãos a não frequentar escola, sendo educada em casa pela mãe, que sempre a integrou aos livros, lendo autores como Charles Dickens, John Milton, Alexandre Dumas e Jane Austen. Sua primeira interação com historias de detetives foi aos oito anos quando leu o primeiro volume de Sherlock Holmes, o que fez aumentar seu interesse por esse tipo de escrita.

Durante a segunda guerra trabalhou como enfermeira, aonde adquiriu conhecimentos sobre as mais variadas toxinas para envenenamento. Conhecimento esse que levou para seus livros, tornando a morte por envenenamento seu crime preferido para escrever em seus romances policiais. Intrigantes, são quase impossíveis para o leitor descobri os desfechos finais, tornando seus romances os mais procurados em todas as livrarias.

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Em 1920, lançou seu primeiro romance “O Misterioso Caso de Styles” que foi recusado por seis editoras primeiramente. E esse foi apenas o primeiro de mais de oitenta obras que autora viria a publicar em vida e póstuma, consequentemente. Seu personagem mais popular também foi apresentando nessa primeira obra, Hercule Poirot. Um belga extremamente extravagante e nada modesto, que está sempre se gabando da forma que usa seu raciocínio lógico, seu método de investigação é dedutivo e psicológico, com base em conhecer a natureza humana. Hercule, foi o protagonista do romance que alavancou o sucesso de Agatha,“O Assassinato de Roger Ackroyd”, que causou um grande reboliço na época por fugir de todos os padrões da literatura policial.

O sucesso de Agatha Christie ainda hoje é notório, com seu romance traduzido para mais de 200 línguas e mais de 1 bilhão de exemplares vendidos, está na lista dos autores mais influenciaram a literatura mundial. Em 2013, seus herdeiros e editores querendo lucrar mais com sucesso de seus romances, fizeram uma parceira com a autora Sophie Hannah, para lançar mais um romance com celebre detetive belga Hercule Poirot, dois anos depois, surgiu “Os Crimes de Monograma”, lançado mundialmente. No mesmo ano, devido ao sucesso do primeiro titulo escrito por Sophie foi encomendado um segundo, previsto para sair esse ano, intitulado “A caixão Fechado”.

O sucesso de Agatha não ficou apenas nos livros, foram mais de 26 livros adaptados para o cinema, e muitas outras para o teatro, sendo que uma das suas peças está até hoje em cartaz em Londres desde 1952. Abaixo estão alguns livros que foram adaptados para o cinema:

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1 – Testemunha de acusação (Witness for the Prosecution)

Além de ter sido indicado a vários Oscar, conta com um elenco de ouro, nomes como Tyrone Power, Marlene Dietrich, Charles Laughton e Elsa Lanchester nos papéis principais. Adaptado por Larry Marcus, Harry Kurnitz e pelo diretor do filme, Billy Wilder, foi uma grande sucesso para época, elegante e genial passou para o publico todo o suspense da trama.

A história gira em torno se Leonard Vole que é acusado da morte de uma rica senhora que se apaixonou por ele, a ponto de deixar sua herança em suas mãos. Há procura de um álibi, Vole procura sua esposa, que surpreende a todos aparecendo como testemunha de acusação. Escrito inicial como conto por Agatha, Billy Wilder soube escrever divinamente o roteiro fazendo do seu final uma verdade surpresa, até mesmo para elenco que não sabia até a cena ser rodada.

 

 

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2 – Assassinato no Expresso Oriente (Murder on the Orient Express)

No filme, Hercule Poirot protagonizado por Albert Finney, tenta descobrir assassino de um rico aposentado que foi morto em sua cabine. Em suas investigações Poirot descobre que todos os passageiros tem algo a esconder, tornando todos suspeitos. Dirigido por Sidney Lumet, com um excelente roteiro de Paul Dehn venceu o Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante para Ingrid Bergman, e ainda teve mais cinco indicações. E ainda 2001 foi adaptado para a televisão com o mesmo nome.

 

 

 

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3 – Morte no Nilo (Death on the Nilo)

O diretor inglês John Guillermin foi o responsável por esse adaptação depois de grande sucesso que teve durante a década de 70 como filmes como King Kong (1976) e Inferno na torre (1974), que é uma referencia até hoje. Sem efeitos ou cenas forte de ação pode se dizer que é um filme pacato, mas que o direto soube aproveitar muito bem tudo que tinha em mãos. Com elenco simplesmente fantástico, Morte no Nilo se tornou um ícone para as criticas positivas, com mortes que agradaram o publico por seu jeito pratico e diferente. A historia gira em torno de uma ricaça que é assassinada em sua lua de mel abordo de iate no Rio Nilo, onde torna todos da embarcação suspeitos.