Desentendimentos levaram Roberto (Chico Diaz) a se distanciar de Júlio (Caio Castro), seu único filho, que está envolvido com tráfico de drogas sintéticas em festas de música eletrônica. Ambos buscam novos caminhos, movidos por seus desejos. Um acidente inusitado pode fazer com que eles se unam novamente. Mas será que eles estão preparados para esse reencontro?

No filme, Roberto, abalado com a morte de sua mulher, ainda busca se entender nesse novo mundo, enquanto o filho Júlio decide sair de casa. Filho único, Júlio tem em sua namorada o apoio que precisa. O jovem, que se ocupa com a venda de drogas para amigos e conhecidos em festas noturnas, se sente só, incompreendido e decidido a não voltar a falar com o pai. As coisas parecem sem razão para ele.

“Fazer o Travessia foi um desafio, um filme que fala da geração atual, dos relacionamentos familiares. E explorar uma trama que por mais que tenha uma pegada autoral, busque fisgar o espectador, fazer ele se envolver com o filme e principalmente despertar uma reflexão sobre a história”, comenta João Gabriel.

As gravações do longa foram realizadas em Salvador, cidade que é um personagem oculto com um recorte diferente adotado pelo diretor. Em cenas na praia, por exemplo, João Gabriel optou por rodar em locais menos conhecidos da capital baiana, como a Praia de Aleluia. Foram mais de 30 locações em Salvador.

“Travessia nasceu do meu desejo de tratar Salvador como um lugar diferente dos cartões postais: uma cidade que tem um trânsito intenso de pessoas, um clima de grande metrópole e conflitos estabelecidos também por essa sua dinâmica. O conflito que resolvi abordar é o de pai e filho”, explica o diretor.

“O filme é uma grande experiência de reflexão sobre nossas vidas, do quanto somos responsáveis pelos caminhos que tomamos ou deixamos de seguir. Travessia é um filme que tenho muito carinho, adorei participar e acredito muito”, diz Chico Diaz.