O filme conta a história de diversos youtubers que vão a uma convenção de estrelas da internet, e nela que entram em cena todos os personagens que são interpretados pelos youtubers mais conhecidos do Brasil. Nomes como Christian Figueiredo, Cauê Moura, Felipe Castanhari, Patrícia dos Reis, PC Siqueira, Cellbit, e muitos vloggers estão no elenco.

O roteiro é de Rafinha Bastos junto a Dani Garuti e Mirni Nogueira. Este, que por sinal é fraquíssimo em quesitos narrativos e cômicos, pontos que deveriam ser altos para um filme de comédia. As piadas são extremamente fracas e causam vergonha alheia; alguns momentos você pensa: “como podem estar fazendo este tipo de piada em pleno 2017”, pois temos péssimas piadas envolvendo machismo, homofobia, suicídio e com pessoas gordas (são temas polêmicos, e que precisam ser bem trabalhados se alguém pretende fazer piada com isso, não apenas tirar de alguma personagem onde ele perdeu o pai por um suicídio). Deixando de lado esses temas controversos, entramos no quesito das piadas que deveriam ser normais ao longo do filme, e entre elas temos um cachorro chamado brioco (onde temos pelo menos dez piadas com isso); e piadas de peido; aparentemente as pessoas ainda insistem em piadas assim que não funcionam.

A direção de Filippo Capuzzi Lapietra tenta ser boa, mas acaba falhando. O diretor tem experiência com curtas, e como o filme é praticamente oito histórias diferentes contadas ao mesmo tempo, deveria ser uma tarefa fácil, mas sua direção fica perdida ao meio de cenas que são misturadas com fotos do Snapchat (o filme de repente é interrompido para mostrar fotos do aplicativo; elas tem um sentido narrativo, mas ficaram totalmente desconexas e confusas) e com erros de foco constantes no filme, principalmente na segunda cena do filme, que é um plano sequência bem pensado para mostrar os atores que estarão no filme, mas que tem diversos erros de foco conforme os youtubers vão chegando a convenção.

As personagens do filme são chatas e você só quer que aquilo acabe rápido para não ter que vê-las nunca mais. Basicamente todos os atores do filme interpretarem eles mesmo, mas com outro nome, algo desnecessário, pois a personagem de Felipe Castanhari, podia ser chamada assim mesmo ao longo do filme.

No fim, Internet: O Filme tenta ao máximo apostar em uma linguagem nova no cinema, colocando fotos do snapchat e vídeos estilo vlogs, mas isso é algo para a internet mesmo, não para o cinema. Parafraseando as falas de Cauê Moura no filme: “que B**ta” (sim, todas as falas de sua personagem se resumem a isso).