Baseado em uma história real, Spotlight mostra um grupo de jornalistas em Boston reunindo milhares de documentos para fazer uma reportagem denunciando abusos de padres da igreja católica contra menores e como a igreja os ocultou durante anos. Polêmico e que pode facilmente ser considerado ofensivo para algumas pessoas, Spotlight – Segredos Revelados não tem medo em mostrar todos os detalhes desta história real que chocou os EUA na época.

A trama é muito bem desenvolvida e o que poderia ser um filme lento, acaba se provando o contrário em momentos que pega emprestado um pouco do ritmo de filmes de suspense policial e ao final da exibição nem se parece um filme de 2 horas, pois a história além de tudo é muito interessante e o diretor Tom McCarthy faz um trabalho muito bom, o que torna sua candidatura aos Oscar de Melhor Diretor quase certeira.

O roteiro cumpre o seu papel muito bem. Em determinado momento do filme, a personagem de Rachel McAdams ao entrevistar uma das vítimas diz “Preciso que seja mais específico na sua linguagem…” e é exatamente isso o que o filme faz. Com a decisão de não utilizar imagens dos ocorridos, as palavras exercem papel fundamental para demonstrar os horrores que as vítimas passaram nas mãos dos abusadores.

O elenco muito afiado tem como destaque principalmente Mark Ruffalo em um de seus melhores papeis, como um jornalista que vive em prol de seu trabalho e coloca a vida pessoal em segundo plano. Outro destaque é Michael Keaton, que parece ter reencontrado seu caminho em Hollywood após sua indicação ao Oscar de Melhor Ator por Birdman.

Spotlight merece ser visto, não somente por ser um excepcional filme e já desponta como um dos melhores filmes do ano, sendo um forte candidato a ganhar o Oscar de Melhor Filme 2016, mas também por ter um caráter informativo de interesse mundial ao mostrar os horrores que milhares de padres fizeram.