Quando a fórmula faz sucesso, tentar refazê-la é indispensável. Nem sempre dar certo, mas há exceções, como o remake de “A Morte do Demônio”, que surpreendeu a todos como um ótimo filme e com uma ótima produção, que deixou a computação gráfica de lado e apostou na maquiagem. Mas não irei falar de filmes, muito menos do gênero terror.

Sucesso nos anos 80, “Três é Demais” (Fuller House) retratava a vida de Danny Tanner, que após a morte de sua mulher, ficou com a tarefa de criar suas três filhas, D.J., Stephanie e Michelle, junto com a ajuda de seu cunhado Jesse e seu amigo Joey.

Agora em 2016, a série ganhou um spin-off produzido pela Netflix chamado Fuller House. Com a casa mais cheia, a nova série tem o foco na vida de D.J. Fuller (Candece Cameron), que agora é mãe de três filhos, Jackson (Michael Campion), Max (Elias Harger) e o pequeno Tommy (Dashiell e Fox Messitt). Após a morte de seu marido, D.J. não consegue controle sobre a família e o trabalho e então recebe a ajuda de sua irmã Stephanie (Jodie Sweetin) e de sua amiga Kimmy Glibber (Andrea Barber), que junto com sua filha Ramona Gibbler (Soni Nicole Bringas), irão morar na famosa casa dos Tanners, agora Fullers.

fuller-house-critica-300x200 Crítica|Fuller House

Assim que saiu a notícia de que “Três é Demais” iria ganhar uma continuação, fiquei muito ansioso e ao mesmo tempo com bastante receio de estragarem o sucesso que foi a série. No entanto me surpreendi bastante com a atuação do elenco, o enredo e os novos personagens, que deixaram a série com a mesma essência da original e que me fez dar boas gargalhadas.

O episódio piloto reuniu todo elenco, com exceção das irmãs Olsen, que faziam o papel de Michelle na original, e foi muito nostálgico deparar-se com os personagens, agora mais velhos e maduros, mas com as mesmas características. O destaque vai para Andrea Barber, que faz a Kimmy, que conseguiu deixá-la ainda mais engraçada e cativante, sendo impossível não se apaixonar por ela. E falando em destaques, Elias Harger, que faz o Max, filho do meio da D.J., merecem todos, pois conseguiu trazer graça e muita fofura à série.

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Fuller House

O novo enredo parece o mesmo da original, uma mãe viúva que pede ajuda de sua irmã e amiga para cuidar de seus três filhos, no entanto com temas atuais e várias referências do mundo popular, como a selfie e as redes sociais. Como a original, cada episódio traz uma lição sobre comportamentos e relações entre família, sem deixar as piadas com açúcar de lado. Além disso, as indiretas às irmãs Mary-Kate e Ashley Olsen são demais, pois elas recusaram voltar atuar na série que revelaram elas ao mundo.

Mesmo sem as Olsen, Fuller House conseguiu deixar o clima de nostalgia solta pelo ar, me fez rir novamente das piadas água com açúcar deixada nos anos 80, trouxe novos personagens engraçados e cativantes e me fez matar as saudades dos antigos, como o Tio Jesse e o Tio Joey. Então se você ainda tem alguma dúvida em assistir o spin-off de “Três é Demais”, a deixe de lado e corre para conferir a série na Netflix ou quando você baixar pelo Torrent, como no meu caso, pois a fórmula do sucesso deu certo mais uma vez e promete durar por muito tempo.

NOTA: 4,5/5

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Fuller House