Após 20 anos a espécie de seres extraterrestres que um dia causou grande destruição na Terra retorna para causar um estrago ainda maior com uma espaçonave de 5.000 km. Com bases na lua, armas desenvolvidas a partir da tecnologia alienígena, os humanos se tornam mais confiantes em atacar seres que possam ser ameaças. Resumidamente tudo é maior e mais barulhento que o primeiro filme.

Independence-Day-Resurgence-Movie-Wallpaper-04 Independence Day: O Ressurgimento - Crítica 2 com Spoilers

Desta vez o presidente é uma mulher que acaba tomando as piores decisões possíveis em qualquer situação, por exemplo, atacando seus aliados: uma bola branca alienígena que só parece estar ali para tentar dar um motivo de uma possível sequência.

O elenco é grande e o filme possui duração de duas horas, ou seja: não há tempo para o desenvolvimento adequado dos personagens, fazendo com que ninguém realmente se importe com eles. Tudo acaba sendo atropelado demais com um roteiro – escrito por 5 pessoas – extremamente bagunçado. Inclusive a atriz Susan Sarandon recusou participar do segundo filme por achar o roteiro incompreensível.

Os atores da nova geração ficaram com personagens simplesmente ruins e dispensáveis. Talvez a grande quantidade de personagens novos fosse uma tentativa de substituir o toque cômico derivado de Steven Hiller (interpretado por Will Smith) e preencher sua ausência, o que não deu certo. Afinal quem mais iria socar um alien e logo em seguida fumar um charuto?

Jeff Goldblum que retorna como David Levinson continua exatamente igual e recebe o mesmo destaque que possuía no primeiro longa. O excêntrico Dr. Brackish Okun (Brent Spiner) literalmente acorda para a segunda batalha após 20 anos em coma. Bill Pulman como Presidente Thomas parece ser o único personagem que realmente mudou e mostrou estar mais interessante: por ter perdido um pouco sua postura de herói logo no início da sequência e realmente ter sofrido o impacto psicológico devido à primeira guerra contra os aliens (embora fosse de se esperar que em algum momento houvesse um discurso motivacional do ex-presidente).

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Os efeitos especiais de “Independence Day: Resurgence” salvam um pouco: é sempre divertido assistir filmes que trazem destruições de cidades e edifícios famosos, inúmeras explosões, ondas gigantes,etc. Quando se trata disso, o diretor Roland Emmerich sabe o que faz. O que passa certo desconforto é a sensação de que os personagens não se lamentam ou se importam com o número de mortos após cidades inteiras serem completamente destruídas.

Nas cenas finais fica engraçado pensar que um alien gigante responsável pelo extermínio de populações em outros planetas acaba se distraindo com um ônibus amarelo cheio de crianças (provavelmente órfãs). Somado a isso, a facilidade com que o alien líder é destruído acaba sendo incômodo.

Acredito que grande parte do público deseja assistir a sequência de “Independence Day” provavelmente por sentir a nostalgia de rever o elenco que fez parte de algo maior em 1996. De qualquer forma o filme passa longe de ser algo emocionante. O enredo fica gradualmente menos plausível e, mesmo que todos os eventos ocorram apressadamente, sempre vai haver tempo para a cena do cachorrinho sendo salvo no último segundo.


Estreia: 23/06/2016