Uma lista como esta não precisa de muitas explicações. A sua necessidade já diz tudo: numa área onde ainda predominam os homens, destacar as mulheres que romperam bloqueios faz todo sentido,

Atrizes como Emma Watson, Nicole Kidman , Meryl  Streep , Jennifer Lawrence e Kristen Stewart são apenas alguns dos nomes que tem levantado a bandeira da igualdade dos gêneros no cinema.

Entre 2002 e 2012, apenas 4,4% dos 100 maiores  sucessos de bilheteria foram dirigidos por mulheres; e em 2012 apenas 28,4% dos papéis com falas entre os 100 maiores sucessos foram femininos. E antes que venham os argumentos de que as mulheres não se interessam tanto pela sétima arte, é possível provar que elas são muito bem representadas nas principais universidade de cinema do mundo, mas por algum motivo possuem uma resistência maior para adentrar a industria.

A luta é no mundo inteiro, incluindo o Brasil, em uma pesquisa realizada pela  Geena Davis Institute  on Gender in Midia , instituição criada em 2007 e comandada pela ganhadora do  Oscar Geena Davis com o intuito de estudar e criar recursos para mudar esta situação, mostrou que apenas 16,5% dos filmes produzidos em solo brasileiro em 20 anos foram dirigidos por mulheres.

Separamos uma pequena  parcela(pequena mesmo, porque talentos não faltam), mais focado nas diretoras da atualidade , que  estão expandindo  as possibilidades e criando visibilidade para as aspirantes a cineastas das próximas gerações.

Mira Nair ( Índia)

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Mira é uma das cineastas mais renomadas da atualidade, proprietária da Mirabai Films e de uma filmografia intocável.

Diretora, roteirista e produtora, conquistou diplomas na Delhi University e em Harvard, a maior parte dos seus estudos foi patrocinado por bolsas.

Mira Nair trabalha em cima de uma linha cultural, que resgata vários aspectos de sua cultura, mostrando que nunca  esqueceu suas raízes, trazendo constantemente em seus trabalhos homenagens á figura feminina.

Em 1998, estreou um documentário com argumento de sua autoria ” Salaam Bombay!”, o trabalho foi indicado a inúmeros prêmios como o Oscar, BAFTA, César,Globo de Ouro e ganhou o Câmara de Ouro do Festival de Cinema de Cannes.

O seu trabalho mais aclamado pela crítica internacional foi o drama indiano ” Um casamento a indiana”, lançado em 2001.

Kathryn Bigelow (EUA)

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Kathryn é a primeira mulher a conquistar um Oscar de melhor direção e a primeira a ganhar o prêmio Directors Guild Award   pelo filme “Guerra ao terror” (2008),  a prova viva  que diretoras, sabem criar cenas de ação e recheadas de violência com exímio.

Em seu currículo também possui filmes aclamados de drama como,“O Peso da Água” 2000 (The Weight of Water), estrelado por Sean Penn.

O seu último projeto foi “A Hora Mais Escura” 2012 (Zero Dark Thirty), que lhe rendeu uma nova indicação ao Oscar de Melhor Filme.

Sofia Coppola (EUA)

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O sobrenome é velho conhecido de todos, filha do diretor do clássico Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola, e prima de Nicolas Cage, Sofia se destacou por possuir um olhar peculiar para a direção e um talento espetacular em seus trabalhos como roteirista.
Foi a terceira mulher na história indicada por melhor direção ao Oscar, e a primeira americana a ser indicada para esta categoria.

Fruto do seu amor pelo romance as Virgens Suicidas, escrito por Jeffrey Eugenides, dirigiu e roteirizou seu primeiro longa baseado na obra em 1999, causando reações positivas entre os críticos.

Em 2003, ressurgiu na direção e roteiro do excelente ” Encontros e desencontros”, com Bill Murray, e recebeu indicações ao Globo de Ouro, Bafta e ganhou o Oscar na categoria de melhor roteiro original.

Seus demais trabalhos incluem: “Maria Antonieta” (Marie Antoinette), “Em Um Lugar Qualquer” (Somewhere) e “A Gangue de Hollywood” (The Bling Ring).

 

 

Anna Muylaert ( Brasil)

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Anna recentemente foi notícia por ser a primeira mulher brasileira em 30 anos a representar o Brasil na disputa de uma vaga ao Oscar em 2016 na categoria melhor filme em língua estrangeira com  o longa “Que horas ela volta?”, a ultima foi Suzana Amaral por “A hora da estrela” em 1986.

Anna falou sobre o machismo que enfrentou e enfrenta na posição de chefia que ocupa “O mundo é machista. Não é só no cinema. Mas eu nunca senti tanto o machismo quanto agora, que sou diretora. Até o momento em que eu fazia as coisas e não recebia o crédito, ninguém se incomodava. Agora é diferente. Estive uma distribuidora na Alemanha, que ia passar o filme. Fui com um produtor na ocasião e durante toda a conversa, o cara da distribuidora só se dirigiu a ele – não olhou para mim em nenhum momento”.

Seu mais recente trabalho é o longa “Mãe só há uma” lançado em fevereiro de 2016, a história gira em torno de um adolescente que descobre acidentalmente que foi roubado pela família que o criou, e inicia uma busca por seus pais consanguíneos ,concomitantemente lidando com sua transexualidade que fica cada vez mais latente.

Outros trabalhos da cineasta incluem “É proibido fumar,2009” “Durval Discos,2002″ ” Para aceitá-la continue na linha,2009″ ” E além de tudo, me deixou mudo o violão, 2013″.

 

Jane Campion ( Nova Zelândia)

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Campion escreveu e dirigiu seu primeiro filme ” Sweetie”, em 1989, quando conquistou o prêmio George  Sadoul de Melhor Filme Estrangeiro e o prêmio da crítica de Los Angeles, o American Independant Spirit e o Australian Critics .

A consagração definitiva da diretora veio com o longa ” O piano “ (The piano,1993), que a tornou a primeira mulher a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, e lhe rendeu uma indicação da Academia como diretora, garantiu o Oscar de melhor roteiro original, atriz principal (Holly Hunter), atriz coadjuvante( Anna Paquin), e o prêmio de melhor interpretação em Cannes.

Outros trabalhos de Jane incluem “The portrait of a Lady”, com Nicole Kidman e “Fogo Sagrado” com Kate Winslet.

E ai gostou? Caso a curiosidade tenha aumentado, e você queira conhecer mais cineastas que estão arrebentando na atualidade, ai vai uma pequena lista: Lynne Ramsay (Reino Unido),Agnieszka Holland (Polônia),Susanne Bier (Dinamarca),Claire Denis (França),Lone Scherfig (Dinamarca), Nadine Labaki (Líbano),Anne Fontaine (França),Lisa Cholodenko (EUA),Isabel Coixet (Espanha), Ava DuVernay (EUA),Nancy Meyers (EUA), Julie Taymor (EUA), Lucrecia Martel (Argentina),Sarah Polley (Canadá),Maiwenn (França),Samira Makhmalbaf (Irã). 

O Estação Nerd deseja a vocês, Bons Filmes 🙂