Facebook-photo Resenha | Eu, robô - Isaac Asimov

Titulo: Eu, robô

Autor: Isaac Asimov

Tradução: Aline Storto Pereira

Editora: Aleph

Especificações: Brochura | 315 páginas

Ano: 2014

 

Sinopse: Em um dos grandes clássicos da ficção cientifica, e talvez seu livro mais influente, Isaac Asimov define as normas do comportamento robótico e narra o desenvolvimento das maquinas em nove historias interligadas: desde os primeiros autômatos, incapazes de falar, até os robôs superinteligentes, aptos a tomar decisões que podem afetar todos os seres humanos.

Esse livro reúne contos de Isaac Aimov publicados entre os anos de 1940 e 1950, mesmo sendo contos as histórias de algum modo estão interligadas e sempre começam com a personagem de Dr. Susan Calvin – psicóloga roboticista – narrando os fatos e muitas vezes participando como protagonista de alguns contos.

Isaac Asimov sob escrever uma obra genial, com a ideia de robôs andando entre nós e maravilhas mecânicas que substituiriam homens nas mais diversas funções.  Tudo graças ao cérebro positrônico que fazem com que esses robôs pensem com agilidade sobre problemas matemáticos e adquiram a capacidade de comandar sozinhos muitos serviços.

Somos introduzidas as três leis da robótica que mantém a ordem entre robôs e humanos:

1º Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2º Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

3º Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre e conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Essas leis são as diretrizes do livro, sempre que acontece algum problema com um robô, a Doutora Susan procura a solução nas leis que ajudam a entender o cérebro positrônico. E essas leis acaba se revelando um problema em determinadas histórias, já que os robôs se tornam muito mais propícios a falhas.

Entre as paginas desses livros conhecemos muito robôs, que realmente nos chamam atenção, como por exemplo Robbie que é babá de uma garotinha e fica ao seu lado por vários anos, a ponto de a garota o considera humano e trata-lo como tal. Temos Speedy um robô mineiro que sofre alguns problemas durante suas escavações no espaço. Cutie sem dúvida é um dos melhores, ele trabalha em uma estação espacial e acabou ficando fascinado pelas questões filosóficas a ponto de se torna um pensador cético e não querer saber mais das orientações humanas, já que considera impossível seres inferiores como seres humanos o terem criado. A ainda Herbie um robô que consegue ler mentes, e é apaixonado por romances, sem duvida o conto mais engraçado.

“Vocês são provisórios. Eu, por outro lado, sou um produto acabado. Absorvo energia elétrica e forma direta e a utilizo com uma eficiência de quase 100%. Sou composto e um metal resistente, meu estado de consciência é ininterrupto e posso suportar as condições extremas do ambiente com facilidade. Esses são os fatos que, com a proposição obvia de que nenhum ser pode criar outro ser superior a si mesmo, põe por terra a sua tola hipótese.” – Asimov

Asimov sabe prender no leitor, com suas ideias modernas sobre robôs que tem tudo para serem melhores que os seres humanos. É um clássico que todos deveriam ler, já que permite nos fazer parar para pensar até que ponto a humanidade pode chegar. E se um dia talvez teremos maquinas assim, com o poder de pensarem sozinhas.

A escrita do autor é muito boa e fácil de entender, por ter sido escrito na década de 40 continua sendo um livro moderno, e que continua sendo passado de geração para geração. E as ideias de Asimov continua sendo usada por autores e roteiristas ainda hoje como forma de aprimorar novos trabalhos. Isso só mostra o quanto Isaac Asimov foi visionário para sua época, e o futuro que encontramos em suas obras talvez ainda sejam conquistados pelos seres humanos.

E essa edição da Editora Aleph está perfeita, o layout interno é muito bonito com suas paginas escuras para separar os contos e o robô nas primeiras paginas e nas ultimas. As paginas são amarelas, o que deixa o livro mais lindo ainda. Esse foi primeiro contato com esse autor, mas já estou louca para ter todos os livros dele. Inclusive, todos pela Editora Aleph, que é simplesmente demais.