Olá Nerds!

Hoje é quarta, ou seja, dia de Sessão Retrô!

Hoje falaremos de um jogo que marcou uma geração de novos gráficos e jogabilidade.

Crysis, foi lançado em novembro de 2007 (10 anos!) em uma parceria da Crytek e EA Games. Nesse artigo darei um overview sobre esse game espetacular que vale a pena ser relembrado!

960x0_11 Sessão Retrô | Crysis

Gráficos

Lembro que os primeiros trailers de Crysis levaram o público a loucura (eu incluso). Na época o Directx 9 era o mais utilizado por todos e a CryEngine 2 utilizando-se do Directx 10, deu uma total reviravolta no mercado de games.

Com todo o poder da nova engine, Crysis deu um show em termos de gráficos, posso citar os novos efeitos de luz (ciclo dia/noite), gráficos de superfície do mar e subaquáticos consideravelmente melhorados, sombras, fumaça, explosões, interação com cenário (era possível quebrar um tronco de árvore em pedaços com a arma, coisa que na época era incrível), texturas muito mais realistas (a pele dos personagens, a terra, metal enferrujado e demais texturas eram incríveis) entre muitas outras coisas que posso citar.

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Um lado negativo disso era o hardware. Na época Crysis foi lançado apenas para PC, e ter um que rodasse ele no “High” era coisa para poucos, e muito menos no “Very High”. Lembro que na época chamavam um computador que rodava Crysis no máximo de “PC da Nasa”.

 História

A história era bem simples e direta, com boas reviravoltas e uma narrativa de acontecimentos boa para um game de tiro.

O ano é 2020, uma equipe de arqueólogos americanos monta uma expedição secreta em uma ilha da Coréia do Norte para estudar o que seria o primeiro fóssil alienígena já descoberto. Depois de um tempo, essa equipe perde contato com os EUA e uma equipe de soldados de elite é enviada para a ilha para resgatar os arqueólogos e informações importantes sem que o governo da Coréia do Norte perceba.

E é ai que o jogador entra na história. Você controlará Nomad, um soldado da equipe de elite mais letal do mundo. Essa equipe possui melhor arma já criada, a Nano Suit. Uma armadura que utiliza a tecnologia de nano robôs para dar ao usuário habilidades e vantagens em campo de batalha. A Nano Suit é o ponto alto de Crysis. Ela dava ao personagem superforça, velocidade aumentada, armadura e invisibilidade. Essa habilidades combinadas no meio de uma batalha davam ao soldado uma vantagem imensa sobre o inimigo.

Após a chegada da equipe de soldados na ilha, eles descobrem que o exército da Coréia do Norte já sabia da escavação e já ocupou a ilha. Além disso vários acontecimentos e mortes inexplicáveis começam a ocorrer a medida que o jogador avança.

Após algumas horas de jogo e muita ação, o jogador descobre que havia uma nave alienígena enterrada sob a maior montanha da ilha. Essa nave depois de ativada transforma um paraíso tropical em um inferno gelado, congelando instantaneamente tudo dentro de um domo feito pela nave. A partir disso cabe ao jogador lutar pela vida contra esses novos inimigos e impedir a invasão mundial que está prestes a começar.

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Jogabilidade

Crysis trouxe novidades na jogabilidade que aliadas aos ótimos gráficos, fizeram muito sucesso na época. Essas novidades em jogos FPS foram muito bem vindas e são usadas até hoje nos games dessa geração.

Logo de início podemos citar a edição da armar em tempo real. Apertando um botão, o personagem virava a arma de lado, e várias opções de modificação ficavam disponíveis. Se um inimigo estava muito longe, você poderia trocar no meio da batalha para um scope com maior alcance. Se você precisasse matar um soldado silenciosamente, um silenciador poderia ser adicionado enquanto se esconde, e ainda temos modificações de munição entre várias outras.

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A nanosuit era um show a parte, você poderia derrubar todo um acampamento inimigo silenciosamente como modo de camuflagem, ou destruir tudo no Crynet_nanosuit-300x300 Sessão Retrô | Crysiscaminho ao estilo “Rambo” usando o modo armadura e força. Se você precisasse cruzar um espaço em poucos segundos, ou até fugir rapidamente de um local, o modo velocidade era o ideal. Era possível também agarrar o pescoço dos soldados norte coreanos e jogá-los em cima de outros ou nas cabanas que eram totalmente destrutíveis. O jogador podia atirar nos pneus dos carros para estourá-los ou se quisesse explodi-lo bastava atirar no tanque de combustível atrás e esperar o fogo se alastrar e o show de explosão logo depois.

O que rolou depois

A franquia Crysis recebeu em 2008 mais dois jogos, Crysis Warhead e Crysis Wars. Eles também usavam a CryEngine 2 como motor mas tiveram algumas otimizações de performance.

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Crysis Warhead é um game que coloca o jogador na pele de um dos personagens mais carismáticos e queridos de Crysis, Psycho. Ele fazia parte da equipe de soldados de elite que foi enviado para a ilha norte coreana e em vários momentos do jogo aparece e tem diálogos bem engraçados com o protagonista. Esse game conta uma história paralela ao primeiro jogo, o que Psycho fez na ilha enquanto a história principal corria. O tempo de campanha é menor mas não deixa de ser um título excelente para quem curte a franquia.

Juntamente com Crysis Warhead, era vendido Crysis Wars, que é considerado o modo multiplayer da franquia. Com vários mapas incríveis e modos muito interessantes, ele se tornou uma febre por muitos anos, pois colocava um time de soldados de nanosuits de cada lado lutando com armas e veículos já vistos nos games.

Um modo que fez muito sucesso no multiplayer foi o Power Struggle. Cada partida durava em média uma hora, e consistia em capturar bases de extração de energia alienígena que alimentavam uma fábrica de tanques. Quando havia energia suficiente, a fabrica poderia produzir um tanque ou uma armar portátil que possuia uma mini ogiva nuclear, que deveria ser usava para destruir a base inimiga. Joguei muito esse game e posso dizer: era incrível! A explosão dessa mini ogiva era linda… 😛

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That’s the end ma’boy

Crysis é sem dúvida um título que marcou sua época. Foi um salto em questão de gráficos e jogabilidades que moldou muito do que vemos hoje em dia. Apesar das continuações Crysis 2 e 3 não terem sido como eu gostaria que fossem, também foram grandes títulos que valem muito serem jogados novamente!

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