qui, 9 julho 2026

Crítica | Moana (2026)

Publicidade

As produções Live Action da Disney estão se aproximando de um nível alarmante. Chega a ser absurdo pensar em um remake com atores reais de uma animação de dez anos atrás, mas sim, isso acaba de acontecer em Hollywood. E não é só uma prova de uma apelação criativa do estúdio por falta de novas ideias e acabando por explorar ao máximo da garrafa antes que seque. Mas nem ao menos criar algo novo com a mesma história.

Na Polinésia Antiga, quando uma terrível maldição contraída por Maui chega à ilha de um impetuoso chefe, sua filha obstinada responde ao chamado do Oceano para procurar o semideus e consertar as coisas.

Basicamente às críticas quanto à maioria dos outros live-action acaba que sendo muito bem utilizada ao mesmo material aqui. Não existe nada de novo para justificar contar a mesma história só que com pessoas de verdade. Os números musicais são a parte mais legal aqui, são intuitivos e dinâmicos, apesar de funcionarem mais em dois segmentos: a apresentação de Maui que mescla traços de animação junto ao Live Action, assim como no desenho existe uma combinação de diferentes artes visuais ao longo do número musical. E a parte do vilão, Tamatoa, que felizmente não trabalharam algo ultra realista igual um Rei Leão quanto sua aparência, e acaba entregando por conta do retorno de Jemaine Clement.

Publicidade

E os problemas continuam com alguns tratamentos da imagem sendo subutilizados, seja por um falta de noção ao retratar aquela magia. Algo que uma animação consegue de forma muito melhor e de forma carismática. Até mesmo os enquadramentos são mais fechados e deixam evidente a filmagem de estúdio e fundo verde.

O carisma funciona mais de um esforço do atores. A estreante, Catherine, entrega algo mínimo de simpatizar com a protagonista, e quanto ao The Rock, é bacana ver seu retorno e a semelhança com o personagem animado é algo positivo em meio tanto copia e cola no automático.

Esse argumento de fazer “novas versões” para a nova geração não cola. Ainda mais se tratando de um animação de dez anos atrás (importante lembrar disso). Uma vez que os traços da animação se assemelham com os usados nos dias de hoje. E mesmo assim, não é desculpa, agregar um orçamento tão grande para reproduzir uma mesma história chega a ser um desrespeito com o público moderno. É por essas e outras que Moana (2026) é o piloto automático dos live-action e abre mais um leque de perguntas para o limite dessas produções.

Publicidade

Publicidade

Destaque

Emmy Awards 2026 | Confira TODOS os indicados!

Foi revelada a lista dos indicados a 78ª edição...

Pequenas Criaturas | Filme com Carolina Dieckmmann ganha trailer; Assista

Pequenas Criaturas”, segundo longa-metragem da diretora e roteirista Anne...

Crítica | Assassin’s Creed Black Flag Resynced melhora o que já era incrível

Confira a nossa crítica de Assassin's Creed Black Flag Resynced, o remake de um dos melhores jogos da franquia.
As produções Live Action da Disney estão se aproximando de um nível alarmante. Chega a ser absurdo pensar em um remake com atores reais de uma animação de dez anos atrás, mas sim, isso acaba de acontecer em Hollywood. E não é só uma...Crítica | Moana (2026)