qua, 3 junho 2026

Crítica | Code Vein II

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Code Vein II chegou em janeiro de 2026 pelas mãos da Bandai Namco para PlayStation 5, Xbox Series e PC com a missão nada simples de expandir o legado de um título que conquistou fãs pelo estilo anime, combate desafiador e forte foco em customização. A sequência não reinventa completamente a fórmula, mas tenta lapidar o que funcionou antes, ainda que tropece em alguns problemas difíceis de ignorar.

A história segue uma linha relativamente simples, sem grandes reviravoltas ou ambições narrativas fora do esperado para o gênero. O enredo serve mais como pano de fundo para a progressão do jogador do que como o grande motor da experiência. Ainda assim, ele cumpre seu papel ao contextualizar o mundo decadente e justificar os conflitos enfrentados ao longo da jornada.

Onde Code Vein II realmente se destaca é na construção de seus personagens. Mesmo com uma narrativa direta, os companheiros e antagonistas apresentam camadas interessantes, com motivações claras, traumas bem definidos e diálogos que ajudam a criar empatia. Cada personagem tem identidade própria, o que torna as interações mais envolventes e dá peso emocional a determinados momentos da campanha.

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Visualmente, o jogo é bonito e estiloso. A direção de arte mantém o anime dark característico da franquia, com cenários detalhados, efeitos de iluminação bem trabalhados e modelos de personagens expressivos. Em capturas de tela e cenas mais contidas, Code Vein II impressiona e mostra um cuidado um pouco maior em relação ao primeiro título.

Infelizmente, todo esse capricho visual cobra um preço alto no desempenho. Mesmo no modo performance, o jogo sofre com quedas constantes de frame rate, stutter e instabilidades que comprometem seriamente a experiência. Em um jogo que exige reflexos rápidos e leitura precisa dos inimigos, esses problemas técnicos se tornam mais do que um simples incômodo.

Essas falhas de desempenho afetam todas as plataformas, ainda que em diferentes níveis. No PlayStation 5 e Xbox Series, espera-se uma experiência fluida, mas o que se vê são oscilações frequentes, especialmente em áreas mais abertas ou durante batalhas com múltiplos inimigos e efeitos na tela. No PC, a situação varia conforme a configuração, mas está longe de ser ideal.

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Por outro lado, o sistema de customização continua sendo um dos grandes pilares da série. Code Vein II oferece uma enorme liberdade para criar personagens visualmente únicos e mecanicamente distintos. Classes, habilidades, armas e builds permitem experimentação constante, incentivando o jogador a testar novas abordagens e adaptar seu estilo de jogo aos desafios encontrados.

O combate segue a proposta soulslike, sendo desafiador, cadenciado e punitivo, mas também extremamente recompensador. Enfrentar chefes exige aprendizado, paciência e domínio das mecânicas, e a sensação de vitória continua sendo um dos pontos altos da experiência. Apesar disso, alguns problemas herdados do antecessor persistem, como câmeras problemáticas em espaços fechados e IA inconsistente de aliados em momentos críticos.

Ainda assim, quando tudo funciona como deveria, o combate de Code Vein II é divertido e envolvente. A variedade de armas e habilidades mantém o gameplay fresco ao longo da campanha, e o sistema de progressão recompensa tanto jogadores mais cautelosos quanto os mais agressivos.

No fim das contas, Code Vein II é um jogo que acerta em muitos aspectos criativos, mas tropeça feio na execução técnica. Ele entrega um desafio consistente, personagens bem trabalhados e um excelente sistema de customização, mas tem seu potencial constantemente sabotado por problemas de desempenho difíceis de ignorar.

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Como conclusão, Code Vein II é desafiador e divertido, com um ótimo sistema de customização e combates satisfatórios, mas seu desempenho deixa muito a desejar. Para os fãs da franquia e do gênero, ainda há muito o que aproveitar, desde que se esteja disposto a tolerar suas limitações técnicas.

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Marcel Botelhohttp://estacaonerd.com
Sou radialista, apresentador de televisão, colunista, redator e escritor, sou apaixonado pela área de comunicação e principalmente por games, desde a minha infância. Como editor e redator da área de games do Estação Nerd, espero levar até vocês muita informação e entretenimento com muita qualidade e alegria.
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