sex, 12 junho 2026

10 filmes de 10 países diferentes para assistir na FILMICCA

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Em junho, o mundo volta seu olhar às importantes pautas do Mês do Orgulho, e a FILMICCA se une à celebração apresentando uma seleção de dez filmes de dez países diferentes que voltam sua atenção ao amor, à luta e à resistência LGBTQIAPN+ ao redor do planeta.

A curadoria atravessa continentes: do premiado drama brasileiro Vento Seco (2020), de Daniel Nolasco, ao noir filipino Señorita (2011), de Isabel Sandoval; do clássico cubano Morango e Chocolate (1993), de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, ao coming-of-age australiano Meu Primeiro Verão (2020), de Katie Found; do documentário colombiano Anhell69 (2022), de Theo Montoya, ao amadurecimento berlinense de Casulo (2020), de Leonie Krippendorff; 

A lista também apresenta o olhar coreano sobre solidão e desejo em Voo Noturno (2014), de Leesong Hee-il, o retrato tcheco Eu Não Sou Tudo o Que Eu Quero Ser (2024), de Klára Tasovská; as ruas noturnas de Paris em Théo & Hugo (2016), de Olivier Ducastel e Jacques Martineau e a identidade e pertencimento no Japão de Oeste Noroeste (2015), de Takuro Nakamura.

Conheça as produções:

01. BRASIL
VENTO SECO (2020)
Daniel Nolasco

Drama, Fantasia, Romance | 1h51

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Representando o Brasil e abrindo a lista, a FILMICCA apresenta o premiado drama LGBTQIAPN+ Vento Seco (2020), dirigido pelo cineasta goiano Daniel Nolasco e estrelado por Leandro Faria Lelo. No mês de julho, o vento seco e a baixa umidade ressecam a pele dos moradores de uma pequena cidade no interior de Goiás. É nesse cenário que Sandro divide seus dias entre o clube da cidade, o trabalho, o futebol com amigos e as festas locais. Ele tem um relacionamento com Ricardo, seu colega de trabalho, mas sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta seu interesse e sobre quem todos sabem muito pouco.

O filme estreou na seção Panorama do 70º Festival Internacional de Cinema de Berlim e acumulou reconhecimento internacional: venceu o Grande Prêmio do Chéries-Chéris, festival anual de cinema LGBT realizado em Paris, e rendeu a Leandro Faria Lelo o prêmio de Melhor Interpretação Masculina no Festival Iris Prize, em Cardiff, no País de Gales

02. FILIPINAS

SEÑORITA (2011)
Isabel Sandoval

Suspense, Drama | 1h40

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Da Filipinas, Señorita (2011) acompanha Donna, uma mulher trans e profissional do sexo que sobrevive em Manila, em um retrato tenso e atmosférico. O primeiro longa-metragem da diretora filipina Isabel Sandoval, que também interpreta a protagonista, constrói um thriller político noir ambientado nas margens sociais do país do sudoeste asiático conhecido por abranger mais de 7.000 ilhas.

Desejando começar uma nova vida, Donna se muda para uma pequena cidade onde mora seu filho, que acredita que ela é sua tia. Lá, a protagonista é atraída para uma campanha popular para destituir um prefeito corrupto, mas isso se torna algo mais próximo quando ela descobre que um de seus antigos clientes é uma peça-chave no esquema da corrupção da cidade.

03. CUBA

MORANGO E CHOCOLATE (1993)
Tomás Gutiérrez Alea, Juan Carlos Tabío

Romance, Drama | 1h51

Ambientada em Havana, capital cubana, no ano de 1979, Morango e Chocolate (1983) acompanha o relacionamento do jovem comunista David (Jorge Perugorría) com o escritor católico Diego (Vladimir Cruz), abordando tolerância, inclusão e homofobia.

Vencedor do Prêmio Teddy e do Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim, a belíssima obra de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional, sendo até hoje a única indicação de Cuba ao prêmio. No Brasil, o filme venceu o prestigiado Kikito de Ouro de Melhor Filme no Festival de Gramado, evento que também rendeu os prêmios de Melhor Ator para Jorge Perugorría e Vladimir Cruz, Melhor Atriz Coadjuvante para Mirta Ibarra e o Prêmio do Público de Melhor Filme. 

04. AUSTRÁLIA

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MEU PRIMEIRO VERÃO (2020)
Katie Found

Drama, Romance | 1h18

Meu Primeiro Verão (2020), da Austrália, apresenta uma história de amadurecimento e sobre o primeiro amor, contada com muita sensibilidade e com atuações sinceras das jovens atrizes Markella Kavenagh e Maiah Stewardson, marcando a estreia da diretora Katie Found.

Claudia (Markella Kavenagh) cresceu isolada do mundo exterior. Presa em uma propriedade remota após a morte de sua mãe, ela fica chocada quando Grace (Maiah Stewardson), uma animada adolescente local, aparece no jardim como uma miragem, uma brisa de ar fresco e açucarado. As duas encontram uma na outra o apoio, o amor e a intimidade de que precisam, e ensinam o poder restaurador da conexão humana. Mas a paz idílica que vivem é frágil enquanto o mundo adulto se aproxima e ameaça o secreto amor de verão delas.

05. COLÔMBIA 

ANHELL69 (2022)
Theo Montoya

Documentário, Drama | 1h15

Meu Primeiro Verão (2020), da Austrália, apresenta uma história de amadurecimento e sobre o primeiro amor, contada com muita sensibilidade e com atuações sinceras das jovens atrizes Markella Kavenagh e Maiah Stewardson, marcando a estreia da diretora Katie Found.

Claudia (Markella Kavenagh) cresceu isolada do mundo exterior. Presa em uma propriedade remota após a morte de sua mãe, ela fica chocada quando Grace (Maiah Stewardson), uma animada adolescente local, aparece no jardim como uma miragem, uma brisa de ar fresco e açucarado. As duas encontram uma na outra o apoio, o amor e a intimidade de que precisam, e ensinam o poder restaurador da conexão humana. Mas a paz idílica que vivem é frágil enquanto o mundo adulto se aproxima e ameaça o secreto amor de verão delas.

05. COLÔMBIA 

ANHELL69 (2022)
Theo Montoya

Documentário, Drama | 1h15

Dirigido por Leonie Krippendorff, o longa-metragem alemão Casulo (2020) acompanha Nora (Lena Urzendowsky), uma garota de 14 anos que tenta se encaixar nos padrões: segue a turma da irmã mais velha, meninas que querem ser bonitas e magras e meninos que dizem bobagens para provocar. 

Kreuzberg, bairro mais vibrante, multicultural e alternativo de Berlim, é o microcosmo de Nora. Observadora silenciosa, ela acompanha tudo ao redor: as festas, a escola, a piscina, os telhados. Vaga pelos quarteirões residenciais com a irmã mais velha e as amigas, num verão que parece escorrer entre os dedos. Mas Nora tem sua própria forma de ver o mundo, e quando conhece Romy (Jella Haase), ela entende o porquê.

Casulo abriu a prestigiosa seção Generation da Berlinale 2020. Posteriormente, recebeu 3 prêmios e 10 indicações no circuito de festivais, incluindo o Bavarian Film Award de Melhor Jovem Atriz para Lena Urzendowsky e o Bavarian Film Award de Melhor Direção Jovem para Leonie Krippendorff. No Iris Prize LGBT+ Film Festival, o filme venceu como Melhor Longa e Urzendowsky ganhou Melhor Performance em Papel Feminino.

07. CORÉIA DO SUL

VÔO NOTURNO (2014)
Leesong Hee-il

Drama | 2h15

Representando a Coréia do Sul na lista, Voo Noturno (2014), dirigido e roteirizado por Leesong Hee-il, conta a história de Yong-ju (Kwak Si-yang), Gi-woong (Lee Jae-joon) e Gi-taek (Choi Joon-ha): três jovens que eram inseparáveis no ensino fundamental, mas seguiram caminhos diferentes no no ensino médio.

Yong-ju tenta esconder sua sexualidade enquanto lida com a pressão pelo desempenho escolar; Gi-woong, seu antigo melhor amigo, passa a integrar uma gangue violenta; e Gi-taek se torna alvo constante de agressões. Com uma abordagem sensível e amarga, Leesong Hee-il constrói uma obra sobre meninos que não encontram espaço para existir plenamente – nem no amor, nem na amizade, nem dentro de si mesmos.

Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, Voo Noturno circulou por festivais internacionais como o Hong Kong International Film Festival, o Jeonju International Film Festival, o Edinburgh International Film Festival, o Sitges Film Festival, o Hawaii International Film Festival e o Stockholm International Film Festival. O longa também recebeu o Prêmio do Júri no CinemAsia Film Festival, em Amsterdã.

08. REPÚBLICA TCHECA

EU NÃO SOU TUDO O QUE EU QUERO SER (2024)
Klára Tasovská

Documentário | 1h31

Representante da República Tcheca, ou Tchéquia, no Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional, Eu Não Sou Tudo o Que Eu Quero Ser (2024) é um retrato íntimo e corajoso da artista Libuše Jarcovjáková, frequentemente chamada de “a Nan Goldin da Tchecoslováquia”. Com direção de Klára Tasovská e estreia no Festival de Berlim de 2024, o documentário mergulha na vida de uma mulher que, no ambiente sufocante do pós-Primavera de Praga de 1968, tinha poucos espaços para se expressar livremente ou explorar sua identidade e sexualidade.

Construído a partir de inúmeras fotografias e trechos dos diários da artista, o filme acompanha sua trajetória: a ida para Berlim Ocidental, a fuga para Tóquio e o retorno à Europa, sempre com a câmera como companheira constante.

09. FRANÇA

THÉO E HUGO (2016)
Olivier Ducastel, Jacques Martineau

Romance, Drama | 1h37

Escrito e dirigido pela dupla Olivier Ducastel e Jacques Martineau, Théo & Hugo (2016) é estrelado por Geoffrey Couët e François Nambot como dois homens que se conhecem durante uma cena de abertura de 20 minutos no L’Impact, um clube de sexo gay em Paris. O filme os acompanha nas duas horas seguintes enquanto percorrem o nordeste da capital francesa de bicicleta e a pé, visitando um hospital, andando de metrô, encontrando uma mulher no vagão e parando num atendente de kebab, até chegarem ao apartamento de um deles.

De sua abertura intensa a momentos de ternura nas ruas iluminadas por neon, o filme conta com uma fotografia deslumbrante que mergulha o espectador numa noite parisiense mágica. Erótico e apaixonante, Théo & Hugo foi exibido na seção Panorama do 66º Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde conquistou o Prêmio do Público no Teddy Awards.

10. JAPÃO

OESTE NOROESTE (2015)
Takuro Nakamura

Drama, Romance | 2h06

Na produção japonesa Oeste Noroeste (2015), Kei (Hanae Kan) trabalha num bar de coquetéis enquanto Ai (Yuka Yamauchi) trabalha como modelo. Com medo de ser rejeitada pela sociedade, Kei esconde sua orientação sexual, o que a deixa angustiada e solitária. Um dia, ela se aproxima de Naima (Sahel Rosa), uma estudante iraniana que veio ao Japão para estudar arte. Inseguras e envergonhadas, as três jovens começam, aos poucos, a compartilhar suas emoções. 

Dirigido por Takuro Nakamura, Oeste Noroeste é uma obra delicada sobre gênero, nacionalidade e identidade religiosa baseada em experiências do próprio diretor, que nos tempos de escola técnica namorava uma mulher enquanto desenvolvia um interesse amoroso por um colega de curso.

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Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]