A comédia romântica da Netflix, Paixão de Escritório, estrelada por Jennifer Lopez (O Beijo da Mulher Aranha) e Brett Goldstein (Ted Lasso) acompanha Jackie, CEO workaholic de uma grande companhia aérea, cuja vida é virada de cabeça para baixo com a chegada de um charmoso advogado britânico à equipe.
O filme dirigido por Ol Parker (Ingresso para o Paraíso) aposta em uma fórmula bastante conhecida: duas pessoas aparentemente incompatíveis, trabalham em um ambiente repleto de regras e se apaixonam. O roteiro funciona dentro de sua proposta e entrega momentos divertidos e um romance agradável de acompanhar. Mas falta ousadia para fugir dos caminhos mais previsíveis do gênero e a direção se esbalda nesses clichês. Após o primeiro ato fica fácil antecipar para onde a história está caminhando.
A química entre os protagonistas é boa, mas nada muito marcante. O humor garante alguns momentos genuinamente engraçados. Mas a história acaba recorrendo a alguns momentos que exploram situações constrangedoras para arrancar risadas do público. Embora algumas dessas situações funcionem justamente por provocarem vergonha alheia e desconforto cômico, a repetição em determinadas situações acaba atrapalhando o rumo da narrativa e apenas constragem o espectador.

A produção tem um ritmo agradável e seus 113 minutos de duração passam voando, devido a boa montagem da história. Num resumo honesto: Paixão de Escritório entrega uma comédia romântica divertida e sem grandes pretensões. A produção não reinventa o gênero e nem apresenta surpresas significativas, mas agrada quem procura uma sessão descompromissada.


