
A segunda temporada de Batman: Cruzado Encapuzado acompanha o Cavaleiro das Trevas lidando com as consequências da queda de Rupert Thorne enquanto enfrenta novos criminosos de Gotham e o plano definitivo do Coringa.
Se na primeira temporada vemos que a corrupção está entranhada na polícia de Gotham, a segunda começa mostrando que isso está muito mais enraizada nos serviços públicos da cidade. A produção adota um formato episódico de investigações criminais no estilo noir o que engrandece muito a narrativa. Vemos Batman trabalhando em casos que não possuem relação com a trama do grande vilão da temporada. Essa descentralização é interessante e muito bem construída pelo roteiro. A trama paralela focada na construção do plano maligno do Coringa, faz o espectador pensar e juntar as peças do que realmente está acontecendo em Gotham. Algo raro em produções do gênero e feitas para streaming.

O tema central do novo ano é explorar as motivações do herói e dos vilões. O que separa um do outro? Esse estudo de caso e personalidade dá um tom realista para a produção. Qual é o limite entre certo e errado? Ao responder isso, descobrimos o real significado do que é ser um herói.
A série tem uma ótima galeria de vilões, alguns tem mudanças de gênero e de origem, mas elas agregam e não devem atrapalhar a imersão do espectador. A única mudança que pode incomodar é a referente a personalidade do Edward Nygma (Charada). O conhecido vilão cerebral, surge aqui apenas como um capanga revoltado.
A animação da DC segue tendo uma qualidade técnica apurada e apresenta cenas de ação muito criativas. A violência é abordada de modo surpreendente e tudp relacionado a década de 40 é apresentado de modo satisfatório.
Batman: Cruzado Encapuzado é uma produção madura que apresenta uma interessante analise sobre o que é ser bom e mau. Confira o quanto antes e que venha, em breve, a terceira temporada desta produção que é uma das melhores da DC.


