sex, 23 outubro 2026

Viver é Melhor que Sonhar | Road movie sobre a vida de Belchior, será o filme de encerramento do 36º Cine Ceará

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“Viver é Melhor que Sonhar”, road movie que aborda a fase mais intrigante e desconhecida da trajetória do músico Antônio Carlos Belchior (1946-2017), é o filme de encerramento do 36° do Cine Ceará, em Fortaleza. A sessão Hors Concours ocorrerá em 13 de novembro, no clássico Cineteatro São Luiz, na noite em que serão conhecidos os vencedores desta edição do festival.  Primeira exibição do filme para o público, a apresentação ganha um peso especial por ser no estado em que o artista nasceu, deu os primeiros passos na carreira artística ainda na infância como cantor de feira e poeta repentista, e cuja trajetória o inspirou para compor os versos de várias canções.  Com direção de Eduardo Albergaria (“Nosso Sonho”) e produção de Leonardo Edde, o filme de ficção chega aos cinemas brasileiros em 3 de dezembro.

A trama é protagonizada por Luiz Carlos Vasconcelos, no papel de Belchior, e por Isabela Garcia, como sua companheira, Edna. O enredo foca no momento em que o artista decide abrir mão do patrimônio, da fama e da própria identidade para cair na estrada ao lado de seu novo amor. Ao longo da travessia por cidades e fronteiras, Belchior e Edna contam com o apoio e acolhimento de fãs que abrem suas portas para abrigar o casal. Além da dupla de protagonistas, o elenco conta com Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano, Lola Belli, Caian Zattar, Ana Luiza Rios, Amaro Freitas e o ator argentino Luciano Cáceres.

A produção chega às telas no ano em que o compositor completaria 80 anos e quando seu célebre álbum “Alucinação” completa meio século. Filmado no Brasil e no Uruguai, o longa retrata o período em que Belchior escolhe não cantar. Por conta disso, a trilha sonora traz canções que acompanhavam o cotidiano do casal na estrada, como “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan, e “Imagine”, de John Lennon.

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O filme começou a ser desenhado há dez anos, a partir da reportagem “A Divina Tragédia de Belchior”, de Marcelo Bortoloti, e da publicação da biografia “Belchior: Apenas um rapaz latino-americano”, de Jotabê Medeiros. Para reconstituir os passos do casal, o diretor Eduardo Albergaria, o produtor Leonardo Edde e o roteirista Daniel Dias realizaram uma intensa pesquisa. O trabalho envolveu 78 entrevistas gravadas no Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Uruguai, além da análise de documentos, arquivos pessoais e da consulta ao livro “Viver é Melhor que Sonhar: Os Últimos Caminhos de Belchior”, assinado por Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti.

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Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]