sáb, 29 março 2025

Adolescência (2025), da Netflix: o que podemos aprender sobre privacidade e segurança com a série

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A série Adolescência, da Netflix, estreou em 13 de março de 2025 e rapidamente se tornou um fenômeno global. Na trama, um garoto de 13 anos é investigado sob a acusação de assassinar uma colega de escola. A narrativa explora temas como violência juvenil, bullying e a influência das redes sociais na formação dos jovens. Com a oportunidade criada pela obra, a Kaspersky traz o ponto de vista da cibersegurança em relação ao cuidado dos pais com crianças e adolescentes na internet.

Para Fabiano Tricarico, diretor-geral de produtos de consumo da Kaspersky para as Américas, o sucesso da série ajuda muito a chamar a atenção dos pais para a necessidade de promover a educação digital dentro de casa. “Em 2024, viralizaram situações em que jovens usaram fotos de colegas meninas para criar versões falsas de nudes com deepfake e expô-las. No passado, vimos o ‘Homem Pateta’ incentivando a autoagressão, o jogo da ‘Baleia Azul’ que induzia suicídios e o viral da ‘Momo’, que gerou pânico entre pais e crianças. Todos esses casos destacam a necessidade da presença dos pais na vida digital das crianças e adolescentes, da mesma forma como eles participam da vida escolar e de atividades extracurriculares dos filhos.

A seguir, os especialistas da Kaspersky listam quatro reflexões sobre a série do ponto de vista da segurança e privacidade digital:

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Vida digital, mas consequências reais!

A situação retratada na série é extrema, mas reafirma um problema que existe. Uma pesquisa da Kaspersky1 mostra que quase um quarto dos pais entrevistados (23%) afirmaram que seus filhos já tiveram experiências negativas na internet. Entre as situações mais comuns estão o acesso a sites de conteúdo adulto (4%), compras sem o consentimento (3%) e tempo excessivo em jogos online (19%). Já 1% disse que os filhos foram vítimas de assédio pela internet. Embora o número seja pequeno, ele representa um risco grave, e é essa realidade que serviu como premissa para a trama.

Sobre as consequências das experiências negativas na internet para as crianças, os entrevistas indicaram o estresse contínuo (33%) como principal delas, seguido pela diminuição das atividades sociais (21%) e pela queda na autoestima (19%). Já 8% dos pais afirmaram que os filhos passaram a sofrer de depressão, um cenário preocupante que demonstra o impacto real da vida online na saúde mental e no bem-estar dos adolescentes, representado também na série.

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A porta de entrada no mundo online

Mais de 70% das crianças no Brasil ganham seu primeiro aparelho celular ou tablet até os 10 anos, uma idade muito precoce. Essa estatística evidencia a necessidade urgente de preparar pais e filhos para os desafios e riscos que acompanham essa imersão digital prematura. Quanto mais cedo a educação digital começar, mais preparado o jovem estará para lidar com situações difíceis. Fala-se muito sobre educação digital, mas só se criam novos hábitos com disciplina e constância – por isso, a presença dos pais nesta fase inicial é fundamental.

Controle e confiança

A negligência paterna mostrada na série da Netflix reflete a realidade. Apesar de 72% dos pais afirmarem que controlam bem as atividades dos filhos na internet, essa preocupação é limitada ao tempo de uso dos dispositivos. Quando questionados se já tentaram utilizar um programa de controle parental para saber o que os jovem fazem online, 82% disseram que nunca tentaram instalar esse tipo de tecnologia, seja porque nunca haviam pensado nisso ou porque não sabem como fazê-lo.

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Os especialistas destacam que falta informação para os pais, que não conhecem os perigos do uso indiscriminado da internet pelas crianças e não sabem como protegê-las durante a navegação. “Para mim, esse é o ponto alto da nova série. Além de apresentar o problema de maneira clara e envolvente (graças à trama bem elaborada), ela também faz os adultos refletirem sobre o que seus filhos estão fazendo online. Agora, é necessário que eles estejam presentes quando estão junto dos jovens e que tenham algum controle quando não estão próximos”, destaca Tricarico.

Uso consciente de novas tecnologias

Outra pesquisa2 da Kaspersky também mostrou alguns mitos que existem nos lares. Por exemplo, muitos jovens gamers escondem de seus pais o tempo dedicado aos jogos, motivados por estereótipos como a crença de que “games são ruins para a saúde” ou “estragam o cérebro”. Quando se trata de educação, é preciso separar fatos de mitos. O uso exagerado (da internet ou videogame) pode trazer malefícios, mas no tempo e frequência correta, é possível ter benefícios para a formação. Os jogos mesmos são uma forma de exercitar a solução de problemas, criatividade, habilidades sociais e até mesmo o aprendizado de idiomas.

A conclusão dos especialistas da empresa é simples: participe da vida online dos filhos da mesma forma que os pais participam das demais atividades, como educação, esporte e diversão. “O mundo online é um reflexo do físico. Se você diz que não é para falar ou aceitar algo de estranhos, o mesmo precisa valer na internet e redes sociais. Se você se preocupa em não falar palavrões em frente dos filhos e filtra os filmes, programas que eles assistem na TV, precisa aplicar a mesma regra no digital. A tecnologia para pais apenas ajuda que os combinados sejam seguidos quando a criança está no dispositivo sem a presença dos adultos. Nenhum software educará crianças e jovens”, reforça o executivo.

Para saber mais sobre cuidados digitais com adolescentes, acesse o blog da Kaspersky.

1 Crianças Digitais, pesquisa da Kaspersky com a empresa Corpa entre fevereiro e março de 2020 em seis países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru). Todos os respondentes estão na faixa etária dos 25 aos 60 anos, são pais ou mães de crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos, e usuários de dispositivos eletrônicos (computadores, smartphones, tablets etc).

2 Generation Game, relatório da Kaspersky feito pela empresa de pesquisa Savanta em novembro de 2020, em mais de 17 países e 5.031 entrevistados na Rússia, EUA e Reino Unido (pelo menos 500 cada), Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Alemanha, Itália, México, Peru, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha, Turquia e Emirados Árabes Unidos (pelo menos 250 cada). Todos os entrevistados tinham menos de 35 anos, distribuídos uniformemente por gênero, idade e socioeconomia, dentro disso, se consideram jogadores e jogam pelo menos 5 a 10 horas por semana em um PC.

  • Matéria enviada e redigida por especialistas Kaspersky 
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Uillian Magela
Uillian Magelahttps://estacaonerd.com
Co-Fundador do Estação Nerd. Palestrante, empreendedor e sith! No momento, criando meu sabre de luz para cortar a lua ao meio. A, SEMPRE escolha a pílula azul. Não faça como eu!