[s3r star=3/5]

Hollywood sofre há alguns anos com uma onda de reciclagem de material. A falta de novas histórias que é assustador. O que não significa que roteiros originais e criativos estejam acabando, mas vemos essa caracteristica em As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras (2016) dirigido pelo “novato” Dave Green (Terra para Echo).

Na história nossos heróis: Donatello (Jeremy Howard), Michelangelo (Noel Fisher), Raphael (Alan Ritchson) E Leonardo (Pete Ploszek – Captura de Movimento e Johnny Knoxville – Voz) enfrentam o, conhecido pelos fãs, vilão de outra dimensão Krang (Brad Garrett) que aliado ao Destruidor (Brian Tee) abrem um portal para aniquilar a terra. Se você não assistiu Os Vingadores (2012) e o novíssimo Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos vai ser um enredo cheio de novidades.

O ponto alto do filme é a apresentação de outros personagens conhecidos além de Krang. Temos um Casey Jones (Sthephen Amell) diferente do personagem original – Aqui ele é um agente correcional que sonha em ser detetive e um pouco menos agressivo que o personagem nos quadrinhos.  E a divertida participação dos capangas Rocksteady (Stephen “Sheamus” Farrelly) e Bebop (Gary Anthony Williams) mostrando como ocorre a transformação de ambos.

O filme é ação do início ao fim. Inclusive vemos várias marcas do produtor do filme, o diretor Michael Bay (Franquia Transformers e Bad Boys). “Bayhem” está em todos os cantos do filme – carros explodindo, coisas pulando na nossa direção, tudo acontecendo ao mesmo tempo para dar a impressão máxima de movimento. Além é claro de Megan Fox (Transformers) voltando no seu papel de April O’Neil. A preocupação com o apelo visual é nítida. Os efeitos especiais estão ainda melhores que no primeiro filme. No futuro, veremos nos próximos filmes de Dave Green se ele realmente cursou a escola Michael Bay de cinema ou se este foi um filme dirigido a quatro mãos.

A cena rodada no Brasil entra no enredo de forma forçada, quase sem nexo ou uma importância real na história. Só vale a pena pela ótima sequência de ação, mas nada de importante ao roteiro. Além do nosso país ser mais uma vez retratado como uma floresta praticamente intocada pelo homem. Talvez o motivo de inserir a cena seja agradar o público, devido a grande bilheteria brasileira do primeiro filme, que fez com que essa cena aleatória fosse inserida. Além disso temos a participação de Alessandra Ambrósio como par “romântico” de Vernon “The Falcon” Fenwick (Will Arnett). Vale ressaltar que dentro disso o diretor de fotografia dos dois filmes da franquia é o talentosíssimo Lula Carvalho (Narcos, Tropa de Elite) parceiro de longa data do diretor brasileiro José Padilha ( Tropa de Elite e RoboCop (2014).

Com algumas referencias ao filme de 1991 (As Tartarugas Ninja II: O Segredo de Ooze) como o uso de uma substancia roxa que cria dois vilões e o uso do termo “cowabunga” por April são os “easter eggs” mais fáceis de encontrar no filme, vale a pena procurar, tem vários.

20140822-tartarugas-ninja-2-ooze-papo-de-cinema-0031-600x332-300x300 As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras

Uma volta a infância é a melhor forma de descrever a sensação ao assistir As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras . Quem tem mais de 30 anos e foi embalado pela febre das Tartarugas nos anos 90, vai assistir ao filme com uma certa nostalgia. É um filme feito para ser divertido e cumpre essa promessa.