Black Mirror ficou famosa ao retratar com extrema habilidade as maiores ansiedades tecnológicas das pessoas, em uma sociedade que se torna cada vez mais digitalizada. Se depender da qualidade da quarta temporada, que estreia nesta sexta-feira (29) na Netflix, esse futuro (não muito distante) será horrível.

Depois de três temporadas com 13 episódios, os seis novos capítulos lançados pelo serviço de streaming de vídeos são alguns dos piores – com algumas exceções – já apresentados.

A temporada segue o modelo das anteriores, com suas histórias fechadas e seus temas que abordam possíveis tecnologias com resultados sombrios, mas dessa vez repete à exaustão conceitos já explorados pela própria série.

O criador, Charlie Brooker, parece obcecado com a digitalização da consciência humana e com tecnologias que permitem visitar pontos de vista alheios. Tanto que grande parte da nova leva, toda escrita por ele (em um episódio ele divide a autoria do roteiro), usa um destes temas como base.

Infelizmente a Netflix pode esperar uma queda na classificação com essa temporada!