dom, 2 outubro 2022

Coletiva de imprensa com Viola Davis

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Em passagem pelo Brasil para promover o épico histórico A Mulher Rei, que acaba de entrar em cartaz nos cinemas brasileiros, Viola Davis participou de uma coletiva de imprensa em formato híbrido (presencial e online) ao lado de seu marido e também produtor do filme Julius Tennon. Entre os assuntos comentados na coletiva, a atriz falou sobre o preparo para o filme, a importância da representatividade e ainda sobre sua experiência no Brasil.

“Parece que sempre está havendo algum tipo de celebração aqui. Vocês parecem estar sempre em festa”, comentou. Perguntada sobre o que gosta mais no Brasil, Viola enfatizou a beleza do Rio de Janeiro: “Eu ficaria entre a comida – a gente tem realmente adorado a comida – e as paisagens. Fomos ver o Cristo Redentor e enquanto dirigíamos na subida da colina, vimos a beleza das árvores e podíamos ver o oceano e as montanhas ao redor. Foi realmente de tirar o fôlego.”

Falando sobre a importância do Brasil como audiência para o filme, ela destacou questões históricas que estão representadas em A Mulher Rei e dialogam com o público nacional. “O Brasil foi um dos países que mais receberam africanos principalmente por causa das plantações. Existe uma noção de nós [negros] somos separados por africanos, afro-americanos, afro-brasileiros, quando na verdade – e este filme mostra bem isso em sua narrativa – nós viemos todos da mesma fonte”.

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Uma das perguntas centrais da entrevista foi sobre a força que existe num projeto que faz as pessoas negras – especialmente as crianças – se verem representadas pelo cinema. “Elas terão a oportunidade de se ver na tela de uma maneira que nós, mulheres negras, nunca nos vimos antes. Na maioria das grandes produções, nossa beleza, nossa complexidade e o nosso poder não é mostrado – e quando é, existe um senso de que nós somos sempre fortes e nunca vulneráveis. As Agojie se veem como valiosas – e tudo de mais importante vem de reconhecer o seu próprio valor, se sentir importante. É enorme a importância para as mulheres negras de se ter um filme liderando a bilheteria global sem precisar da presença de homens e nem de pessoas brancas. Fazer o público passar mais de duas horas investido na história de mulheres pretas significa tudo para nós.”

Jullius também comentou sobre o quão recompensador foi estar na produção de A Mulher Rei.

“Levamos cerca de sete anos no total para fazer esse filme e ao longo do processo houve uma série de desafios. Quando você faz um filme de pessoas negras em Hollywood as coisas não são fáceis, e você tem que manter bem o foco do que vai fazer, de que história quer contar e de qual maneira você quer honrar e representar essas pessoas na tela. Apesar das dificuldades, o resultado final nós sentimos ser capaz de emocionar muitas pessoas ao redor do mundo”.

O filme trata de um exército feminino denominado Agojie, liderado por Nanisca, personagem ficcional interpretada por Davis. No Reino de Dahomey, essas mulheres lutam para proteger o seu povo de escravistas europeus e tribos rivais. A Mulher Rei tem direção de Gina Prince-Bythewood e já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

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André Guerrahttp://estacaonerd.com
Recifense, jornalista, leonino consciente, cinéfilo doutrinador, agnóstico pagão e em constante desconstrução.

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