Crítica | A Bailarina (2017)

A Bailarina conta a história de Félicie e de Victor, duas crianças que moram em um orfanato na França, no ano de 1869. A garota tem o sonho de tornar-se uma grande bailarina e o menino almeja chegar no posto de “o maior inventor do mundo”. Para isso, eles precisam fugir do orfanato e tentarem sobreviver sozinhos em uma Paris crescendo (mostra a Torre Eiffel sendo construída!).

A Bailarina 2

O filme foi feito por um estúdio francês e a animação, apesar de ser diferente dos traços mais conhecidos (como Disney e Pixar), é muito bem feita. Cabe dizer que o público alvo do filme são as crianças. Portanto, vários pontos considerados na crítica passam direto aos olhos infantis e os erros não desmerecem nem um pouco o longa para os pequenos.


Logo no início do filme, já é perceptível a mensagem principal do longa: os sonhos podem se tornar possíveis. As primeira cenas, que se passam ainda no orfanato (não é spoiler!) são bem diretas e mostram os planos de Félicie e Victor para fugir e poderem transformar em realidade tudo o que desejam. O enredo – juntamente com as imagens coloridas e cenas divertidas – consegue passar a mensagem e, embora a história seja clichê, o espectador sai satisfeito com o que capturou.

Talvez o grande problema da animação seja o roteiro (é justamente nesse ponto que as crianças não ligam e se o interesse de assistir for delas, pode ignorar o que será dito). As luzes se apagam e é perceptível várias portas abertas que não foram fechadas. A personagem principal é bastante forte, determinada (não vá esperando uma “princesa” boba) e tem o seu arco muito bem fechado. Porém, informações de personagens secundários poderiam ter sido encaixadas (até como um epílogo) no enredo e suprir as dúvidas que restaram.

A Bailarina

Outro ponto que desanima o espectador é a escolha da trilha sonora. A trama do filme se passa por completo na França e de repente começa a tocar Confident (que fique claro: não há nenhum problema com a música!) e é perceptível que não encaixou na trama. Os diretores poderiam ter se aproveitado da ambientação para colocar músicas que envolvessem os espectadores com a trama.

Apesar de ter seus pontos negativos, “A Bailarina” encanta crianças e traz os adultos a pensarem a respeito dos seus sonhos. Vale a pena o dinheiro do ingresso.

Roteiro
Animação
Trilha Sonora
Desenvolvimento dos Personagens
Mensagem
Edição
João Marcelo Liguori
Apaixonado por cinema e pelo universo nerd. Estudante de Engenharia Civil e crítico de filmes. Salvador, Bahia. 🙂 Para entrar em contato: ⬇︎

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