qui, 29 fevereiro 2024

Crítica | Baghead: A Bruxa dos Mortos

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No gênero do terror já se tornou bastante comum curtas-metragens acabarem se transformando em um longa. Os conhecidos Jogos Mortais e A Morte do Demônio se iniciaram dessa forma, tornando-se sucessos incontestáveis do cinema. Dos tempos pra cá, surgiram filmes com essa mesma origem, tais como Quando as Luzes se Apagam e Terrifier, que acabaram caindo no gosto popular. Em mais uma tentativa, o terror Baghead: A Bruxa dos Mortos surge como mais uma tentativa de transformar um curta de quinze minutos em um filme de noventa, será que o feito foi bem sucedido ?

Em Baghead: A Bruxa dos Mortos, uma garota explora uma entidade capaz de falar com os mortos e sofre consequências terríveis. No filme de terror, Iris (Freya Allan) herda o bar de seu falecido pai e descobre que o antigo estabelecimento abriga Baghead, uma entidade capaz de incorporar aqueles que já morreram. Desesperada por dinheiro, ela usa os poderes de Baghead para vender uma espécie de ponte de comunicação com os mortos para pessoas sofrendo com o luto.

Inegável não lembrar do recente Fale Comigo (2023) ao presenciar parte da narrativa de Baghead, todo o lance de invocar os mortos e a cronometragem limite de comunicação com eles. Por mais que seja parecido, isso acaba sendo mais uma coincidência da grade de lançamentos, uma vez que o curta foi lançado com bastante antecedência. Mas algo é verídico: a criatividade é algo extremamente notado aqui, o filme é um misto de sensação entre boa ideias, mas que são atrapalhadas por uma história e direção tão genéricas que beiram o desinteresse.

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Parece apenas focar em ser o filme genérico de shopping da vez, daqueles que lançam todos os anos. Você vai encontrar demônio andando no teto, jumpscares previsíveis e genéricos, investigações totalmente confusas. O mistério é criado, mas na verdade não existe algo para se descobrir, uma vez que tudo é facilmente fácil de adivinhar e pouquíssimo interessante quando descoberto. O longa faz questão de utilizar um personagem para ter contato com a bruxa para simplesmente descobrir se a esposa estava ou não traindo-o, beirando o ridículo e cômico. Ele cria uma mística em torno de um lucro com tal assombração, mas no final das contas não explora nada dessa habilidade, se reservando apenas aos sustos baratos e provocações.

Nem mesmo a figura da bruxa se salva, os momentos de revelação de sua face e utilização do fraquíssimo CGI apenas fazem que o público torça para que o saco seja colocado de volta em sua cabeça. É um terror sem atmosfera ou personalidade, daqueles que você vai esquecer minutos depois. Se por bem, é possível tirar risos em alguns momentos dado decisões equivocadas dos personagens. Por essas e outras, as vezes é melhor deixar o curta-metragem quieto e se você não tem uma história interessante para criar em noventa minutos, não faça!

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Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
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