Crítica | A Casa Sombria

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Em A Casa Sombria, lutando por conta da morte inesperada de seu marido, Beth (Rebecca Hall) vive sozinha em sua casa à beira do lago. Ela tenta o melhor que pode para se manter bem, mas possui dificuldades por conta de seus sonhos. Visões perturbadoras de uma presença na casa a chamam, acenando com um fascínio fantasmagórico. Indo contra o conselho de seus amigos, ela começa a vasculhar os pertences do falecido, ansiando por respostas. O que ela descobre são segredos terríveis e um mistério que está determinada a resolver.

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Os primeiros 10 minutos da trama são dedicados em mostrar como Beth está completamente devastada com a sua perda. Essa dor é refletida no seu trabalho, na sua vida pessoal e na sua saúde mental, como apresenta a bela atuação de Hall. Ao mesmo tempo em que o sofrimento de Beth é mostrado, detalhes um tanto que “estranhos” em sua vida começam ser apresentados de modo intrigante, o que deixa o espectador tenso durante a trama, com a sensação que Beth está em perigo sem perceber. A partir daí a produção, dirigida por David Bruckner (The Signal), começa a revelar os segredos que cercam Beth.

O filme, em seus trailers e teasers, é vendido como um terror, mas a realidade é que a obra funciona melhor como um suspense, onde a protagonista se comporta como uma detetive numa tentativa desesperada de tentar entender os acontecimentos ao seu redor. O uso de alguns jumpscare na trama, são feitos de modo pontual e são muito bem inseridos na história, o que deixa a tensão da situação nas alturas. Mesmo construindo uma ambientação ótima e tendo um enredo interessante, alguns elementos apresentados destoam e o o plot-twist do filme que deveria ser impactante e na realidade bem previsível e não choca, o que é decepcionante.

A fotografia do longa é um pontos altos, o modo como a direção conseguiu gravar cenas nas quais contornos de pilares, móveis e outros objetos se confundem com a forma humana reforça o conceito de ameça que o roteiro escrito pela dupla Luke Piotrowski e Ben Collins (Super Dark Times) tenta a todo momento evocar. A trama é uma metáfora sobre a morte. A atuação de Hall é ótima, a atriz carrega a trama nas costas, já que o roteiro tem como principal problema deixar a trama muito abstrata e alguns acontecimentos ocorrem e ficam sem explicação o que pode deixar a trama confusa. 

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A Casa Sombria, é uma obra de conceitos interessantes, mas que peca em algumas execuções e decisões narrativas. A atuação de Rebecca Hall garante o entretenimento, mesmo que passageiro.

Essa crítica foi escrita por Larissa Costa. Siga ela nas suas redes sociais: Twitter / Instagram

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