Crítica | A Era do Gelo: As Aventuras de Buck

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A Era do Gelo é uma franquia criada pela Blue Sky Studios, uma subsidiária da 20th Century Fox, que produziu cinco animações que foram sucesso de público. Com a venda da Fox para a Disney, a franquia entrou no vasto catálogo do estúdio e foi esquecida por um tempo. De surpresa a Disney anunciou em 2020 um filme spin-off, A Era do Gelo: As Aventuras de Buck, que acaba de ser lançado no streaming do estúdio. Mas será que essa foi uma boa ideia? Confira abaixo o resultado.

Sendo honesto: Não. O filme spin-off não empolga e ainda mente para o público no seu título. A Era do Gelo: As Aventuras de Buck, não é focada na doninha de mesmo nome que foi apresentada em A Era do Gelo 3. Mas sim, nos gambás Crash e Eddie. Por ser focado na dupla, a narrativa não é tão interessante. Afinal, a dupla de gambás sempre foi apresentada como meros alívios cômicos pontuais e nunca foram tão bem desenvolvidos como Ellie, e o trio Manny, Sid e Diego. Mesmo com essa escolha estranha, o novo filme apresenta uma história que não consegue fazer o espectador criar empatia pelos personagens centrais, já que em todo o filme eles são irresponsáveis. Pior do que eles apenas o vilão da nova aventura, que não tem uma motivação justificável para seu plano. A trama da nova aventura, mostra que os irmão Crash e Eddie ficam presos no Mundo Perdido e são resgatados por Buck. Juntos, eles começam uma missão para evitar que o local seja dominado pelos dinossauros. A aventura é simples e objetiva, mas não empolga e muito menos, encanta. A mensagem sobre amadurecimento é jogada ao vento, com as atitudes apresentadas pela dupla de heróis. O filme ganha força apenas quando é focada no trio original e em Buck.

O novo filme aposta no humor físico a todo momento, o que deve funcionar com os pequenos, mas os pais que assistirem com os filhos, ou até mesmo os adultos que cresceram com a franquia, terão dificuldades em achar graça das piadas, algumas sacadas espertinhas podem até tirar um sorriso, mas não espere gargalhar com o filme. A direção de John C. Donkin (Rio 2) faz o feijão com arroz, mas peca em não colocar na animação uma textura sequer, depois do primeiro filme (que tinha limitações orçamentárias) este é o filme com o visual mais fraco de toda franquia, a produção estava em constante evolução nesse quesito. Os personagens, em algumas cenas até que tem um visual bacana (quando vistos de longe) mas quando são vistos de perto deixam muito a desejar. Outro problema é a montagem que faz cortes bruscos na produção. A dublagem nacional segue sendo ótima e conta com o retorno de Diogo Villela, Tadeu Mello e Márcio Garcia e consegue imprimir nostalgia na produção.

Disney+/Divulgação
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A Era do Gelo, As Aventuras de Buck é o filme mais fraco de toda franquia e só não é um fracasso pela nostalgia e qualidade do elenco de vozes da aventura. Mas fica a dica: se for para fazer mais animações com essa qualidade técnica e melhor deixar a turma de animais pré-históricos entrar em extinção.

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