qua, 21 fevereiro 2024

Crítica | A Maldição do Queen Mary

Publicidade

A Maldição do Queen Mary entra num tópico bizarro de 2023, é um filme que consegue dizer tudo, mas ao mesmo tempo nada. Envolto de tantos acontecimentos e uma mitologia interessante, porém pra lá de bagunçada, o terror entra na lista de umas das piores experiências desse ano e “prestigiando” o público com longas duas horas de duração.

O icônico navio Queen Mary foi frequentado por gerações de ricos e famosos, mas seu legado notável esconde segredos violentos. No terror A Maldição do Queen Mary, quando Anne (Alice Eve), seu marido e o filho Lukas embarcam no navio, uma série de eventos aterrorizantes entrelaçam a família com o passado sombrio do Queen Mary. Para salvar seu filho, Anne vai precisar desvendar os mistérios do navio mais assombrado do mundo.

O filme segue uma narrativa voltada para duas linhas temporais. A primeira é composta em 1938, e acompanhamos uma família de terceira classe se infiltrando em eventos do alto escalão com o objetivo de convencer um produtor de Hollywood sobre o talento de sua filha pequena. Já no presente acompanhamos outra família, no qual a esposa pretende lançar um livro sobre o local fantasmagórico e também traz ideias para visitas tecnológicas para o famoso navio, além disso, temos um problema de relacionamento entre pai e mãe.

Publicidade

Com tudo isso apresentando, o longa estabelece constantes transições de uma linha temporal para outra. E justamente nesse ponto de justificar o passado para o presente surge os primeiros problemas do filme, é uma verdadeira bagunça de acontecimentos, as coisas simplesmente acontecem sem um motivo claro, e fica pior quando você nota a pretensão do diretor em querer fazer um filme inteligente, mas na verdade ele cria uma verdadeira aula de chatice e confusão. Fica o questionamento se os roteiristas sabiam ao menos o que estavam escrevendo, pois fica a impressão de jogar diversas ideias sem ao menos desenvolve-las corretamente.

As confusões do filme são situações como momentos em que o filme faz uma revelação que não se apoia em nenhuma situação apresentada ao longo da obra, ela simplesmente acontece! E não funciona nem ao menos de uma maneira macabra, fica tosco e desconexo com o tema. Mas para não se formar uma bomba completa, o filme apresenta algumas situações que exploram bem seu ambiente, como o caso dos assassinatos na linha temporal do passado, são intensos e violentos, e surpreendentemente se utilizam de um tom até cômico para estabelecer a situação macabra. O filme tem lapsos de terror, mas os inúmeros momentos de tédio e desconexão da história tornam tudo extremamente esquecível e assustador (no pior sentido possível).

Publicidade

Publicidade

Destaque

Semana do Cinema: Cinemark participa da primeira edição de 2024 com ingressos por R$12

A Cinemark é uma das redes exibidoras participantes da próxima edição...

Crítica | Todos Nós Desconhecidos (All of Us Strangers)

Escrito e dirigido por Andrew Haigh (Looking), All of...

Saudosa Maloca | Filme com Paulo Miklos ganha trailer oficial; Assista!

Saudosa Maloca, inspirado em uma das músicas mais famosas...

Crítica | Amante, stalker e mortal

Em um dos debates mais recentes sobre cinema na...

Crítica | Ferrari

Ferrari, novo filme de Michael Mann (Colateral) mostra que...
A Maldição do Queen Mary entra num tópico bizarro de 2023, é um filme que consegue dizer tudo, mas ao mesmo tempo nada. Envolto de tantos acontecimentos e uma mitologia interessante, porém pra lá de bagunçada, o terror entra na lista de umas das...Crítica | A Maldição do Queen Mary