qua, 18 maio 2022

Crítica | Águas Selvagens

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A melhor forma de descrever Águas Selvagens é falar o oposto do que ele é, direto e bom. São 1h53 de pura tortura, lembrando muito trabalhos de 1º período de uma faculdade de cinema, mas escrito por um adolescente de 15 anos. É um bagunça picotada, e um show de vergonha alheia.

A premissa básica do enredo consiste na investigação do ex-policial Lúcio Gualtieri (Roberto Birindelli) para solucionar um crime na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. O irmão da vítima teme também ser assassinado, por isso quer que Lúcio acelere o processo policial em andamento. No local, Lúcio se envolve com a misteriosa Rita (Mayana Neiva), agora casada com um ex-colega seu da polícia. E precisa se desvencilhar do assédio de Blanca (Allana Lopes), uma menor de idade que trabalha como camareira no hotel. Então, conforme se aprofunda no caso, descobre indícios de tráfico de pessoas e pedofilia.

Tudo que esse filme se propõe ele falha, desde a investigação confusa, a montagem deturpada, os enormes momentos de vergonha alheia envolvendo os personagens, as patéticas cenas de ação (muito parecidas com  as novelas antigas das oito). É um filme que traz diversos sentimentos: desde aborrecimento, cansaço e confusão. Não existe justificativa para passar no cinema, funcionaria tranquilamente como uma telenovela mexicana dos anos 80.

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O filme não consegue extrair algo bom nem ao menos na fotografia, deixando de lado as bonitas passagens da Argentina e Brasil, e escolhendo as densas e mal utilizadas boates latinas. Existe uma parte que ocorre uma transição entre personagens na boate, a direção escolhe uma câmera lenta sem sentido e que apenas aborrece mais ainda o telespectador, não existe nenhum sentindo dramático. Se o público as vezes se aborrece com as câmeras lentas de Zack Snyder, aqui a tortura é dobrada, uma decisão totalmente equivocada.

Águas Selvagens tenta ser um drama e falha, tenta ser um Thriller investigativo e falha também. Talvez seu único acerto seja no lado humorístico, nos momentos mais vergonhosos é possível arrancar um riso constrangedor de seu público. Uma bagunça misturada em um filme mal escrito e mal dirigido.

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