Crítica | Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

O universo da magia que compõe uma das franquias mais rentáveis do cinema está de volta em Os Crimes de Grindelwald, continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Newt Scamander (Eddie Redmayne) se depara com ainda mais obstáculos, devido à fuga e à crescente ameaça de Grindelwald (Johnny Depp).

O protagonista se junta aos companheiros já presentes no filme anterior, Jacob (Dan Fogler), Tina (Katherine Waterston) e Queenie (Alison Sudol), em busca de Credence (Ezra Miller) antes que Grindelwald possa usá-lo com sua arma. Alguns personagens antes apenas citados agora aparecem nas telas, como Leta Lestrange e Teseu Scamander, o irmão de Newt.


Para os fãs da franquia, vários elementos trazem à tona a nostalgia do fantástico mundo de Harry Potter: personagens como Dumbledore, vivido por Jude Law, e a professora Mcgonagall, além do famoso Nicolau Flamel (pena que o alquimista teve uma aparição meio superficial, sem muito propósito). Ele fora apenas citado em Harry Potter e a Pedra Filosofal. O espelho de Ojesed, a aula de como enfrentar o bicho papão e até a própria Hogwarts também contribuem para o clima de nostalgia. Quem conhece pouco a respeito do universo criado por J.K. Rowling, pode demorar um pouco para entender algumas situações, pois as explicações por vezes vêm posteriormente.

O filme tem menos ação que o primeiro, já que muitas subtramas precisam ser desenvolvidas, as cenas de alívio cômico são escassas e ainda o tom vai se tornando mais sombrio. As sequências de ação, no entanto, fazem valer cada segundo, com direito a uma fuga do Ministério da Magia francês, não tão intensa quanto a fuga de Gringottes em As Relíquias da Morte, mas de tirar o fôlego. Um ponto negativo é que o fim dessa fuga foi meio incompreensível, por ser muito rápida. Além disso, na cena que antecede o ato final, a edição muito entrecortada torna difícil entender como ocorre o encontro dos personagens ou até se eles se encontraram mesmo ou não. Quanto ao ato final, o fato de ser o segundo de 5 filmes faz com que o clímax seja fraco enquanto história, mesmo a cena sendo grandiosa, como aconteceu no filme o Enigma do Príncipe, que se concentrou mais em ligar o filme anterior à sequência do que em desenvolver seus próprios conflitos.

James Newton Howard entrega uma trilha sonora marcante e sempre bem articulada às cenas. Impossível não se arrepiar na aparição de Hogwarts em que toca brevemente a música de abertura de Harry Potter. A fotografia é uma obra de arte à parte, tanto nas áreas urbanas como em paisagens naturais.

Em geral, o longa não decepciona e pode agradar tanto aos fãs quanto àqueles que só assistiram ao primeiro filme.

Deixe sua opinião!

INSTAGRAM

SE LIGA

Os 10 melhores filmes de 2018

A cada ano que passa somos surpreendidos com filmes cada vez melhores. Muitos, claro, já são aguardados por serem alguma continuação. Outros são ótimas...

Os filmes mais esperados de 2019

Primeiro dia do ano, mas já tem gente fazendo planos futuros pras estreias que acontecerão no cinema. Algumas delas, aguardadas desde 2018! Confira nossa lista...