Crítica | Annabelle 2 – A Criação do Mal

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Annabelle de 2014 foi a primeira tentativa de spin-off do universo de Invocação do Mal. O filme foi horrível, mas rendeu dinheiro para a criação de Annabelle 2, que é infinitamente superior. Com direção de Sandberg, o realizador de Quando As Luzes Se Apagam oferece aqui a dose certa de suspense e um olhar que se aproxima muito mais de Invocação do Mal do que Annabelle. E isso é ótimo.

Sandberg também segue a tradição da franquia ao nos apresentar a casa dos Mullins com um belo plano sequência, já situando o espectador e tornando-o confortável com a espacialidade do local – ainda que seja uma decisão inteligente, vi aí um claro sinal de repetição em relação à estrutura dos longas. Porém, as ideias do diretor destacam-se até mesmo em pequenos momentos, como quando a jovem Janice senta-se de costas à freira Charlotte (Stephanie Sigman) e a câmera de Sandberg lentamente vai rodopiando ao redor das duas, uma decisão que mostra-se delicada à medida em que a conversa vai tornando-se mais informal. De forma similar, o diretor é sábio ao retratar a jovem Janice tentando caminhar sem suas muletas (ela tem poliomielete em uma perna) ao mesmo tempo em que enquadra as peças velhas de bonecas não completadas, criando um bom paralelo visual.

O filme traz um roteiro bem trabalhado. A primeira hora do filme é feita para conhecimento e entendimento dos personagens, o que nos causa inclusive, uma certa empatia com eles. Claro, sempre com tom de mistério e no aguardo que algo aconteça.

Outro ponto positivo de Annabelle 2: A Criação do Mal é servir como apresentação para a ótima atriz Talitha Bateman, que para mim já pode ser considerada a “fear gilr” desta geração.

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Mas como padrão de filmes de terror vem também a falta de coerência, onde constantemente uma cena, que é colocada apenas para tentar dar mais tensão, acaba anulando a explicação do roteiro.

Sendo muito melhor do que seu fraco antecessor, Annabelle 2: A Criação do Mal mostra que o universo de Invocação do Mal é capaz de contar boas histórias isoladas, contando com uma direção muito eficiente e uma exploração fascinante da mitologia sinistra da franquia sobrenatural.

Revisão Crítica

Nota
Uillian Magelahttps://estacaonerd.com
Co-Fundador do Estação Nerd. Palestrante, empreendedor e sith! No momento, criando meu sabre de luz para cortar a lua ao meio. A, SEMPRE escolha a pílula azul. Não faça como eu!

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