Crítica | Anônimo (Nobody)

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Os filmes de ação tendem a ser bastante óbvios, de modo que só a criação do protagonista é marcante, o que faz a diferença neste tipo de filme são as cenas em si. As décadas de 80 e 90 foram o ápice para o gênero, mas a repetição foi tanta que os clichês eram reproduzidos a esmo e nada de novo acontecia. Mas em 2014 surge John Wick, longa que renovou os filme de ação com uma trama simples e excelentes cenas de ação. Surfando na mesma onda em 2021 chega Anônimo, filme de ação que se assemelha muito ao primeiro filme de Wick, mas possui méritos próprios e irá fazer a alegria dos fãs do gênero.

Universal Pictures/ Divulgação

Às vezes, o homem que você não percebe é o mais perigoso de todos. Hutch Mansell é um pai e marido subestimado que aguenta as injustiças da vida e nunca recua. Um anônimo. Quando dois ladrões invadem sua casa uma noite, Hutch se recusa a defender a si mesmo ou sua família, na esperança de evitar violência grave. Seu filho adolescente fica desapontado com ele e sua esposa se afasta ainda mais. O rescaldo do incidente aumenta a raiva latente de Hutch, desencadeando instintos adormecidos e impulsionando-o em um caminho brutal que revelará segredos obscuros e habilidades letais. Anônimo (péssimo, título nacional) é puro tiro, porrada, e bomba! Uma história simples, com boas e bem coreografadas cenas de ação.

A direção de Ilya Naishuller (Hardcore: Missão Extrema) e o roteiro de Derek Kolstad (John Wick 3) constroem uma trama gradativa, primeiro apresentando o “entediante” dia a dia do pai de família, com uma sequência frenética e pra lá de repetitiva que vai enervando as situações até que chegamos na gota d’água, que leva esse homem aparente comum a se revelar. E que cena! A cena do ônibus é para fazer inveja a muito filme de ação. As cenas são absurdas, violentas e repletas de sangue e muito bem filmadas, tendo poucos cortes e sendo feitas com o máximo de exagero permitido. O roteiro do longa é escrito pelo co-criador da franquia de John Wick, Derek Kolstad. Então, qualquer semelhança com a história de origem vista aqui com a da franquia de Wick, não é mera coincidência, mas uma inspiração que ajuda a construir esse novo universo. Se o filme possui um ponto fraco é no seu final, que força um pouco a barra e acelera um pouco as coisas, o que não é errado, mas poderia ser feito sem jogar tantos elementos sem desenvolvimento.

Universal/Divulgação

O elenco está bem em seus papéis, mas analisando bem, os únicos desenvolvidos de modo satisfatório na trama são o vilão, vivido por Aleksey Serebryakov (Leviatã) e o herói, vivido por Bob Odenkirk (Breaking Bad), que se entrega de corpo e alma ao papel. Além de fazerem suas cenas de ação (manejando as armas) os atores entregam ótimas atuações. Serebryakov é um vilão excêntrico, mas que se impõem em cena e Odenkirk conquista o público com seu carisma.

Anônimo é pura diversão e deve em breve ganhar sua própria franquia. Prepare-se para ver o melhor filme de ação de 2021.

OBS: O longa possui uma cena pós-crédito.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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