Em meio a um furacão catastrófico, uma cidade costeira luta contra a ira da natureza e um ataque de tubarões. Enfrentando chuvas torrenciais, detritos e escuridão, se unem para sobreviver aos predadores mortais e sobreviver à tempestade. Essa é a sinopse de Ataque Brutal, terror de sobrevivência escrito e dirigido por Tommy Wirkola (Noite Infeliz).
A produção aposta suas fichas em uma fórmula já conhecida: a de filmes desastre com criaturas. O mesmo já foi feito recentemente em Predadores Assassinos, pessoas comuns estão em um cenário onde a natureza age de modo extremo. Aqui temos um furacão que faz uma comunidade sofrer com ataques de tubarões, o que promete uma história repleta de tensão e violência.
Wirkola conduz a trama em banho-maria. Primeiro apresentando os diferentes núcleos, que irão se tornar vítimas das criaturas marinhas que surgem na cidade no melhor modo Sharknado. Os personagens são pouco desenvolvidos e servem mais como veículos para as sequências de ataque do que como indivíduos pelos quais o público realmente torce. Por mais, que existam pinceladas do texto em criar vínculos e conflitos, as situações nunca são aprofundadas o suficiente para gerar impacto.

Phoebe Dynevor (Bridgerton), Whitney Peak (Abracadabra 2) e Djimon Hounsou (Um Lugar Silencioso: Dia Um) são desperdiçados entre conveniências e ataques repetitivos. O CGI dos tubarões é correto. As ruas alagadas até criam um ambiente propício para sustos e emboscadas, mas a direção é pouco criativa e não consegue extrair da situação e nem dos ataques.
Ataque Brutal é um entretenimento descartável que carece de identidade própria. A produção serve apenas como adição ao extenso catalogo de streaming. Em resumo: assista se quiser, mas evite se puder.


