sex, 2 dezembro 2022

Crítica | Bad Boys Para Sempre

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Inaugurando a temporada de continuações nostálgicas e quebrando recordes de bilheterias já nos EUA, Bad Boys Para Sempre chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, 30, prometendo muita pancadaria, tiros e, é claro, comédia.

Sim, leitor, você não leu errado, claro que tudo que foi dito neste final de parágrafo já existia nos outros dois Bad Boys, ambos dirigidos pelo mago das explosões Michael Bay (1995 e 2003), porém, aqui, assim como parte da história, segue uma linha mais madura, com menos fogos de artifício baratos e mais CGI funcional. Os responsáveis pela mudança foram os belgas novatos Billal Fallah e Adil El Arbi, conhecidos pelo filme Black (2015), do qual utilizam boa parte de sua cinematografia, com planos fechados, cenas de ação bem coreografadas e uma forma diferenciada de filmar cenas de ação, com planos inclinados e abertos.

Muito é questionado sobre o longo intervalo entre este e o último filme (17 anos), e não se sabe ao certo o porquê de tanto tempo para filmar uma sequência de um filme de ação de sucesso. Uma das respostas seja realmente o tempo: muito do roteiro dá certo por este fator e, pode-se dizer que, de fato, a alma do time seja a longevidade e maturidade, seja dos atores, seja dos personagens. O terceiro capítulo celebra a amizade e a família, ao mesmo tempo que insere uma subtrama de vingança, contrastando perfeitamente entre si. Mais camadas foram atribuídas aos agentes Marcus (Martin Lawrence) e, principalmente, Mike (Will Smith), fato ocasionado pela carnificina causada por Armando (Jacob Scipio) e sua mãe, Isabel Aretas (Kate del Castillo), antigos integrantes do Cartel Aretas, no México. Para confrontá-los, a dupla ganhará a ajuda de uma nova equipe, chefiada por Rita (Paola Nuñes) e composta por Kelly (Vanessa Hudgens), Dorn (Alexander Ludwig) e Rafe (Charles Melton). Personagens dos primeiros filmes continuam, como Theresa (Theresa Randle) e o Capitão Howard (Joe Pantoliano).

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As cenas de ação, sobretudo as de perseguição são ótimas, bem filmadas e editadas, adicionam adrenalina ao filme sem tirar o expectador de seu norte. Parte da experiência se deve à trilha sonora composta por Lorne Balfe, compositor experiente em filmes de ação, conhecido por parcerias com Will Smith e Michael Bay em trabalhos de sucesso, como 13 Horas: os soldados secretos de Benghazi  (2016) e Projeto Gemini, do ano passado. Também criou, em parceria com Hans Zimmer, a trilha sonora do jogo Call of Duty: Modern Warfare 2, que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA, em 2009.

Bad Boys Para Sempre pode ser considerado um episódio mais calmo que os demais, fato ocasionado pelas escolhas do roteiro em levar a história adiante, assim como a inserção de fantasmas do passado de um dos protagonistas, que torna a trama mais encorpada, apesar das falhas na execução do terceiro ato. Ótima opção para fãs do gênero e da franquia.

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