Crítica | Batman Despertar (Podcast)

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A série de podcasts Batman Unburied ou Batman Despertar mergulha na psique sombria de Bruce Wayne e apresenta vilões clássicos do Batman. Programada para ser lançada exclusivamente no Spotify no dia 3 de maio, é o primeiro projeto sob o acordo plurianual da plataforma com a Warner Bros. e a DC para podcasts com script baseados nos personagens da DC. Batman Despertar, com criação de David S. Goyer, roteirista da trilogia O Cavaleiro das Trevas.

Na série, Bruce Wayne trabalha como patologista forense no Gotham Hospital, onde tem a tarefa de examinar as vítimas do Ceifador, um serial killer canibal. À medida que a história se desenrola, Wayne deve superar seus próprios demônios e assumir sua identidade como Batman para salvar os cidadãos de Gotham.

Não sabemos como Bruce Wayne virou apenas um patologista. Ele não se lembra de ser o justiceiro de Gotham. Seus pais nunca foram assassinados. Thomas Wayne é um dos grandes cirurgiões do Hospital de Gotham e odeia o trabalho que seu filho faz (já que ele vive no subsolo, é um workaholic e solitário – bem… Batman).

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É interessante percebermos que mesmo este Bruce apresentado nos dois primeiros episódios, um que não ouvimos falar, a essência continua a mesma. Fazendo a autópsia das vítimas do Ceifador, ouvimos claramente ele falando com ele mesmo, entrando no personagem para descobrir o modus operandi do vilão. Ele quer fazer jus aquelas pessoas que foram assinadas. No final, Harvester, apenas deseja chegar no Bruce, como todos os vilões de Gotham.

A mixagem de som é impecável. Realmente parece que eles gravaram cena por cena e apenas separaram o áudio durante a edição. Escutamos até os mínimos detalhes, tudo isso para o ouvinte se sentir na trama. Enquanto Bruce analisa o corpo da pessoa morta, ele percebe que alguns detalhes não foram feitos pelo Ceifador. Ele não terminou de fazer as coisas com aquela vítima. Então logo ele aparece na área de trabalho do Bruce, apunhalando-o e finalizando seu débito com a vítima. Sentimos a loucura do assassino. Como temos apenas o som, a imaginação flui para os cantos mais remotos e deixando tudo mais assustador e dispensa imagens.

Afastado do caso, ele é encaminhado para fazer terapia, relutante, como conhecemos Bruce, ele aceita. Vemos a contradição entre seu trabalho e o do seu pai. Thomas é um grande cirurgião e seu filho trabalha como ele diz no “inferno gelado”. Uma contradição, visto que ambos trabalham com a morte bem de perto.

Onde estão os morcegos? Bruce não tem medo deles? Toda vez que acontece algo relacionado a morte “original” dos Waynes, Bruce fica tonto, desesperado e começa a ouvir barulhos de morcegos. Até agora não temos nenhuma resposta.

No terceiro episódio que conhecemos a Barbara Gordon. Seu pai, o detetive Gordon, foi dispensado da polícia. Escutamos ela ouvindo a TV declarando que Bruce Wayne sofreu um acidente de avião e morreu. Contudo, Barbara sabe que ele não morreu e decide averiguar o caso enquanto o assassino canibalista está a solta. Então ela decide pedir ajuda no segundo melhor detetive de Gotham: o charada, preso em Arkham.

O que deixa a desejar, a princípio, é construção de respostas para os arcos. Muitas dúvidas ficam ao ouvir os três primeiros episódios. Os ouvintes dessa história vão pedir por respostas.  

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