qua, 18 maio 2022

Crítica | Bem-Vindos ao Éden

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A Netflix vem investindo em séries espanholas com um tom de suspense e mistério. Elite e La Casa del Papel são uma delas. A nova investida do serviço é Bem-vindos ao Éden, nova série hispânica adolescente do catálogo. Esse tipo de produção é extremamente popular entre os assinantes, principalmente os brasileiros, e rapidamente a série atingiu o Top 10.

A série se inicia com Zoa (Amaia Aberasturi) que tem problemas com sua mãe, um pai ausente e precisa cuidar de sua irmã mais nova. Um dia ela recebe uma mensagem aleatória que a questiona se ela está feliz. A mensagem vem de um banco de computadores. Descobrimos que Astrid (Amaia Salamanca) busca encontrar os maiores influenciadores da Espanha, através da mensagem “você está feliz?” e os chamam para uma festa. Apenas mandando a mensagem que Zoa recebeu. O intuito é promover o seu novo produto chamado Eden Blue (que só ouvimos uma vez). Apenas cinco pessoas da festa terão o direito de experimentar a bebida que a festa está promovendo. Esses cinco “escolhidos” experimentam essa bebida, porém, mal sabem eles que a bebida vem com uma “surpresinha”,  que acaba bloqueando boa parte das lembranças daquela noite.

Ao perceberem que as intenções dos organizadores do evento são bem mais obscuras do que aparentava, *uma seita*, os convidados embarcam em uma jornada alucinante, marcada por perigos a cada curva. O que começa como uma viagem emocionante logo se transforma na viagem de uma vida.  “O paraíso não é bem o que parece… Bem-Vindos ao Éden”.

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Seus anfitriões guardam as cartas bem guardadas, proporcionando uma série misteriosa e nada emocionante. O enredo cheio de falhas não permite que a série se desenvolva. Começamos a série sem entender nada e ao longo dos episódios, o enredo insere várias subtramas que não nos levam para canto nenhum. A série é tão superficial e mal escrita que foi necessário inserir essas subtramas para poder completar os oitos episódios que formam a primeira temporada. E o que ela tem de superficialidade, ela tem de problemática.

Mas qual é o objetivo final dos anfitriões? É para dar para aqueles jovens um lar que ela acha que é o ideal? Parece haver algumas desvantagens intensas nesta vida, especialmente o fato de que Astrid e seu marido (Guillermo Pfening) estão mantendo esses jovens em seu complexo contra sua vontade. Como um casal, do absoluto nada, decide que a forma deles de viverem é mais saudável/ideal para aquelas pessoas que foram seletivamente escolhidas? E são obrigados a ficar e aceitar a nova forma e deixar seu passado para trás. Nesse desvio de expectativa, a sensação que fica é de que alguns dos protagonistas terão uma possível Síndrome de Estocolmo e vão decidir ficar na ilha e outros tentarão encontrar o caminho para fora dela (mesmo que isso custe sua vida).

Joaquín Górriz e Guillermo López Sánchez são os criadores desta série espanhola da Netflix. Não é surpresa ao descobrirmos que dois homens tenham criado essa série. Principalmente quando você olha para as personagens femininas. Elas não são muito bem escritas ou desenvolvidas. São estereótipos do estereótipos. Uma narrativa de personagens que o telespectador e principalmente as telespectadoras estão cansadas de assistir.

Bem-vindos ao Éden, é mais uma das várias séries da Netflix que oferece uma superabundância de pontos da trama. O que podemos dissecar dessa série é: o conceito de que esses personagens são alimentados por festas, superficialidades, bebidas e dopamina traz um tema central para a história: será que eles podem se desenvolver como pessoas? Eles podem crescer? Eles podem ser felizes? O drama baseado em cenários fictícios, traz uma mistura de Elite (outra série espanhola) com Round 6, numa tentativa fracassada de manter o público intrigado.

Se você é uma das pessoas que já está em busca de informações sobre a segunda temporada da série Bem-Vindos ao Éden, a mesma teve a sua renovação para a 2ª temporada confirmada pela Netflix.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Que série chata… eu crente que ia acontecer alguma coisa… e não aconteceu nada. A narrativa se perde… eles começam a se preocupar com os personagens que somem, mas aí na próxima cena, ninguém procura mais… e ninguém fala mais sobre o sumiço. Nenhum personagem teve a história desenvolvida, nada une as narrativas… o máximo que funciona é a Maika com o Charly. Sem pé e sem cabeça. Série cheia de ponta solta… parece que pegaram 8 pessoas e falaram pra cada uma produzir um roteiro pra cada episódio e montaram um Frankstein. Bizarro…

  2. ” (…) numa tentativa fracassada de manter o público intrigado. Acredito que de forma errônea você avaliou os pontos em questões da serie, o foco que mantem o publico alvo interessado é a dinâmica rápida dos temas abordados, sem muito tempo gastos em longas cenas de diálogos complexos e emocional quais o críticos amam avaliar, em base é uma das series com o tema principal eco evolução, um lugar no mundo habitual (ponto qual sabemos não ser muito abordado em series – mesmo ponto qual acredito preferir descartar em mencionar em sua “simples avaliação”. – Eu quase não assisti essa serie por causa de uma critica que definitivamente não honra com o conteúdo.

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