Um filme que possui um elenco de renome e talento, baseado em um best-seller fenômeno mundial, com um diretor extremamente talentoso e que possui como padrinho (produtor executivo) nada mais nada menos que Martin Scorcese. Com toda certeza esse é um filme que vai ser puro sucesso, certo? Não. Boneco de Neve é pavoroso e incrivelmente ruim.

Boneco de neve é baseado no best-seller de Jo Nesbø. Onde um detetive começa a investigar assassinatos de mulheres na gelada Oslo. O que todos esses crimes tem em comum? O assassino deixa um boneco de neve no local do crime.

É até difícil apontar as falhas, pois são muitas. A direção de Tomas Alfredson (Deixe-me entrar) é convencional e preguiçosa. O filme é arrastado, tedioso e o final muito mal elaborado, coordenado e editado.

As atuações poderiam salvar o filme, até tentam é verdade, mas sem sucesso. Michel Fassbender se esforça para dar credibilidade ao seu protagonista bêbado e fracassado, mas sem muito sucesso. Este é um ano ruim para Fassabender que já vem do regular Assassin’s Creed, filme massacrado pela crítica. Rebecca Ferguson (Missão Impossível: Nação Secreta) também não consegue fazer muita coisa. Porém, o pior de todos é Val Kilmer (Batman Eternamente) que está irreconhecível (fisicamente) e sua atuação é patética, para ser legal com ele, juro que pedi durante a sessão para que o Assassino me matasse para me poupar de tudo aquilo. Os atores J.K. Simmons e Chloë Sevigny são totalmente desperdiçados no filme.

O roteiro escrito por Matthew Michael Carnahan (Horizonte Profundo) é confuso, não consegue fazer o básico do básico dos bons filmes de suspense, a trama é apresentada de modo previsível e o vilão e suas motivações (que são diferentes do livro no qual o longa é baseado) não convencem. A trilha sonora é repetitiva e irritante.

De positivo temos a fotografia de Dion Beebe (Chicago) que realça as belas paisagens de Oslo e o ar-condicionado do cinema, no mais Boneco de Neve é ótimo exemplo de desperdício de dinheiro e talento.