Crítica | Brinquedo Assassino (2019)

Marco definitivo do terror dos anos 80, Brinquedo Assassino marcou uma geração ao contar a história do serial-killer, Charles Lee Ray, que após ser ferido gravemente consegue transferir sua alma (usando magia negra) para um boneco. O tal boneco é então comprado por uma mãe solteira que o dá de presente para seu filho, Andy, de seis anos de idade. O boneco agora chamado de Chucky escolhe Andy para abrigar sua alma, e deste ponto em diante, Chucky persegue Andy matando todos que cruzarem seu caminho. Com exceção do primeiro filme, as demais continuações foram muito fracas e nem valem a pena ser mencionadas.

Porém estamos em 2019, e se Hollywood não consegue criar algo, o que ela faz? Ela RECICLA! Quer dizer faz um reboot, que é a mesma coisa. O escolhido foi… quem acertar ganha um doce do Chucky… Isso mesmo o bonequinho ruivo encapetado! Que ganha nova história e visual, mas não empolga! A história inicial é a mesma do longa original: Mãe solteira de um menino chamado Andy, que presenteia o filho com um boneco… Porém, as semelhanças acabam aqui. No lugar da magia negra entra a tecnologia. O que torna o filme até interessante, pois ao contrário do original, as motivações do Chucky 2.0 são mais inocentes (não direi quais são elas para não estragar o filme).

O visual do boneco é medonho, ele não possui nenhuma expressão. O Chucky original tinha um visual atraente antes de virar um capeta! Esse já dá medo na embalagem. A nova versão do boneco ao lado da original é inofensiva. Porém, no quesito originalidade nas mortes ambos frequentaram as mesmas aulas. Usando facas, serras e até drones! O novo Chucky fará a alegria dos fãs do gore e da violência. A dublagem do boneco caí no colo de Mark Hamill (Star Wars) que não consegue fazer muita coisa, já que o humor ácido e pra lá de peculiar do original é substituído por ataques de raiva sem sentido.


A direção faz o feijão com arroz dos filmes de terror. O roteiro do longa é o ponto fraco, pois ataca por várias frentes, mas não se saí bem em quase nenhuma. O longa faz crítica ao uso da tecnologia, tenta recriar a sensação de aventura infanto juvenil que vemos em Stranger Things ao adicionar diversos adolescentes à trama, tenta arrancar risadas (isso ele consegue em alguns momentos) além, é claro, do terror. Com tantos elementos, que não são em momento algum aprofundados o filme não empolga. As atuações mesmo com um material tão confuso, possuem alguns destaques positivos. Aubrey Plaza (Legion) esbanja personalidade no papel da mãe de Andy. Brian Tyree Henry (Atlanta) arranca boas risadas do público e faz uma parceria interessante com Gabriel Bateman (Annabelle), o resto do elenco está na trama para gritar e morrer.

Brinquedo Assassino não é uma cópia do original, mas sim uma nova visão do terror dos anos 80. O que seria muito bom, se o filme não tivesse um roteiro tão confuso. Num resumo honesto: esse filme é um passatempo divertido! No mais, se quiser matar a saudade reveja o original. O Chucky agradece a preferência.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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