sáb, 27 junho 2026

Crítica | Chamas da Vingança

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Finalmente a espera pelo remake de Chamas da Vingança (1984) acabou. O longa, baseado no livro do renomado autor de terror e ficção Stephen King, A Incendiária, e dirigido por Keith Thomas (A Vigília, 2019), acompanha a história de uma família com poderes sobre-humanos que precisa esconder-se de seus criadores.

O drama da trama é bem desenvolvido e amarrado, apesar de não se aprofundar totalmente na obra de King — o que acaba sendo quase impossível, levando em conta o grande número de páginas. A história é contada através do ponto de vista dos sentimentos da criança, Charlie, interpretada por Ryan Kiera Armstrong (It: Capítulo II), que começa uma busca incessante atrás de seu pai, que havia sido levado por cientistas para estudos.

Ryan entrega uma ótima atuação, para a sua idade e papel, principalmente em sua dinâmica com Zac Efron. Relação que enxergamos em grande parte do filme através de um filtro azul melancólico, principalmente nos momentos de escola, nos quais Charlie não se sentia confortável. O filme prometeu demais, nos trailers e material de divulgação, e cumpriu, diga-se, pouco. Apesar dos ótimos gráficos, de takes e ângulos simétricos (que lembram bastante a obra de Kubrick ao retratar o primo, O Iluminado), da boa dinâmica narrativa e jogos de câmera, o filme deixa uma sensação de “falta algo”, algum elemento que pudesse, realmente, incendiar a recepção da obra.

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Muito dessa lacuna pode ser colocada na conta do “comercial”, uma vez que a fórmula de Chamas da Vingança é extremamente “vendível”. O filme traz ainda algumas cenas perturbadoras e aterrorizantes, com um gráfico perfeito, e que podiam ter sido usadas mais vezes durante a narrativa. Assim, a inserção do gênero de terror na obra acaba sendo um pouco mais sútil, deixando um espaço maior pra a ficção científica.

Outro ponto alto da produção é a atuação de Zac Efron, que além de apresentar uma ótima interação com a criança, mostra para que veio em seu primeiro personagem de um longa de terror, dando a profundidade correta e desenvolvendo bem o personagem. O que torna a dinâmica narrativa do filme bastante interessante e “divertida de assistir”.

Em suma, Chamas da Vingança é bom, mas não sai da fórmula, não reinventa e não supera o original. É divertido de assistir, mas não instiga a atenção do espectador para questionamentos e reflexões. É muito bem trabalhado, mas, por criar altas expectativas, entrega um material satisfatório mas que poderia ser muito melhor levando em consideração todos os elementos à disposição da produção.

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Gabriela Castello Buarque
Gabriela Castello Buarquehttps://estacaonerd.com/
Jornalista com Minor em Cinema. Apaixonada por terror, preto, Halloween e mais um monte de coisa "estranha".
Finalmente a espera pelo remake de Chamas da Vingança (1984) acabou. O longa, baseado no livro do renomado autor de terror e ficção Stephen King, A Incendiária, e dirigido por Keith Thomas (A Vigília, 2019), acompanha a história de uma família com poderes sobre-humanos...Crítica | Chamas da Vingança