qua, 21 fevereiro 2024

Crítica | Digimon Adventure 02: O Inicio

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A saga Digimon conquistou muitos fãs ao longo dos anos, sendo uma parte considerável do público brasileiro conhecendo essa franquia por conta de inúmeras assistidas no auge dos desenhos exibidos na televisão no início dos anos 2000. Quem não se lembra na famosa abertura com a Angélica dançando com chapéu do Seu Madruga? E por incrível que pareça, o desenho permanece vivo até hoje, com mudanças nos protagonistas, mas permanecendo uma fórmula que rende séries e dezenas de filmes.

Digimon Adventure 02: O Inicio é um filme de animação japonês de 2023, o 10.º filme da franquia Digimon produzido pela Toei Animation e distribuído pela Toei Company, Ltd.. Situado na mesma continuidade das duas primeiras séries de anime de televisão Digimon, serve como o final da série Digimon Adventure 02.

E por se tratar dessa continuação da série, encontramos essa mescla de personagens antigos e novos durante o filme, mesmo que em rápidas aparições como as de Tai e Izzy. O princípio foco é o novo personagem, Lui Ohwada, o primeiro ser humano com o parceiro Digimon. É um evento importante e que o filme trabalha de forma interessante nesse quesito dramático da situação. É uma história de infância rápida, porém desafiadora por conta desses abusos parentais e situação depreciativa de uma criança. E a história nos mostra como o surgimento Ukkomon foi responsável pelas diversas conexões entre os humanos e os digimons.

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Por se tratar em ser um décimo filme de uma franquia que existe desde os anos 90, pode ser considerado intimidador acompanhar esse filme à parte, porém a história acaba sendo convidativa, por mais que tenha um buraco ou outro na lore para os mais desavisados(meu caso),  o longa consegue sustentar quase inteiramente sua história por conta dessa origem inédita na franquia, e questões mais maduras servem de utensílio para conexão com a trama.

Apesar desse convite, é um filme rápido, não só literalmente (com 1h20), mas em suas resoluções no geral. Sabemos que é o décimo filme de uma franquia longeva, mas nada justifica os muitos momentos de resoluções fáceis ou decisões estranhas em torno de uma possível quebra dessa conexão entre humanos e digimon que são resolvidas em questões de minutos no filme. São por essas escolhas que acabam tirando um possível impacto da obra e criando uma sensação de vazio. E por mais que tenha um bom visual e toda essa questão nostálgica em torno das icônicas músicas de transformações e seus personagens, é um filme bastante esquecível e se agarrando mais em um motivo nostálgico do que uma justificativa de existência própria com esse longa.

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