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    Crítica | DOG – A Aventura de Uma Vida

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    Diamonds/ Divulgação

    Marcando a estreia de Channing Tatum na direção, DOG – A Aventura de Uma Vida é uma nova versão das clássicas aventuras da sessão da tarde, com uma pitada de drama. Remetendo muito ao clássico K-9 um policial bom pra cachorro (1989), a obra traz consigo a velha história com uma mensagem bonita no seu final, mas quem disse que esse tipo de filme não continua agradável de se assistir?

    Dois veteranos do exército são juntos contra a sua vontade numa viagem de carro que vai mudar as suas vidas. O ex-Ranger do exército Briggs (Channing Tatum) é encarregue de conduzir Lulu (um pastor belga militar) pela costa do Pacífico na esperança de chegarem a tempo ao funeral do seu dono. Ao longo do caminho, Briggs tem de aceitar o seu distúrbio de stress pós-traumático, bem como a sua dificuldade em estabelecer ligações emocionais, de forma a criar uma conexão improvável e ter uma verdadeira oportunidade de ser feliz.

    Diamonds/ Divulgação

    Com motivos de sobra, a obra é bastante relacionável para quem tem algum animal de estimação, especialmente se ajudou em algum trauma ou problemas emocionais. Em diversos momentos do filme é possível se identificar, desde aquela primeira briga, a confiança construída aos poucos, ou até mesmo os momentos de silêncio e contemplação ao lado do seu pet, lindamente filmadas aqui no longa. A construção da relação de Briggs com lulu é a melhor coisa do filme, não existe nada de novo, mas é bonito de se acompanhar mesmo assim.


    A aproximação ao personagem de Channing Tatum é competente, como uma figura mal resolvida, cheio de problemas financeiros, familiares e de saúde. É um batida já muito usada, mas retrata uma realidade constante do país. Infelizmente sua jornada contém alguns obstáculos que passam do tom aceitável, remetendo a momentos de vergonha alheia, ou um tom mais infantil( exemplo da cena envolvendo duas mulheres que o convidam para sua casa). Outro problema é alguns obstáculos narrativos que atrapalham o tom do filme, exemplo o arco muito pouco explorado de sua família, é mostrado em duas cenas curtíssimas e só, não acrescenta em nada na história, e talvez deixe o telespectador confuso e distante do arco principal de seu personagem.

    Diamonds/ Divulgação

    Outro problema perceptível e bastante comum é a direção, por ser tratar do começo de carreira do Channing Tatum, é óbvio que ele ainda está em construção nesse tipo de trabalho, mas é notável que nos momentos em que o filme precisa de um controle maior, ou até mesmo em seu próprio clímax, a direção deixa a desejar, não conseguindo tirar o máximo possível da cena mostrada. O clímax do filme deixa isso muito claro, um momento extremamente delicado e emocionante, mas a direção o filma como se fosse mais um cena normal da obra, causando uma frustração para os mais exigentes. Mesmo assim o trabalho é legal de se acompanhar nos momentos “Road Trip” e as bonitas pausas de contemplação entre Lulu e seu dono.

    DOG – A Aventura de Uma Vida trará diversos momentos de apenas um sorriso no rosto enquanto  se assiste ao filme. Está longe de ser um marco cinematográfico, mas traz personagens relacionáveis, uma mensagem bonita e aquele agrado para os amantes de cachorro. É uma estreia honesta do Channing Tatum na direção, escolheu algo simples para iniciar sua nova etapa.

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