qui, 22 setembro 2022

Crítica | Escape Room

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Jogos Mortais foi lançado em 2004 e conquistou milhares de fãs ao entregar uma trama inovadora e mirabolante, usando poucos elementos para chocar. Com isso vieram as sequências que aterrizaram e aprofundaram a história, trazendo mais personagens, mais mortes… e menos genialidade. A cada produção, a qualidade caia e a franquia começou a demonstrar sinais de cansaço (a partir do quarto filme), sendo “finalizada” com o aceitável Jogos Mortais – O Final. Bom amigos, parece que Jogos Mortais retornou. Agora sob novo título e embalagem. Vem aí Escape Room, “o Jogos Mortais da nova geração”.

É complicado falar de Escape Room sem fazer uma comparação com Jogos Mortais, mas iremos tentar, ok? A trama de Escape Room é complexa e cheia de reviravoltas (que podem não agradar à todos). Seis estranhos recebem misteriosas caixas pretas com ingressos para uma sala de fuga imersiva, convite com a chance de ganhar muito dinheiro. Estando trancados em várias salas com condições extremas, eles descobrem os segredos por trás da sala de fuga e precisam lutar para sobreviver e encontrar uma saída.

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O início do longa é promissor. O roteiro foca em apresentar alguns personagens e fazer com que conheçamos aqueles que por alguma razão serão testados ao limite. Outro ponto a destacar é que ao contrário daquele outro filme (sim, Jogos Mortais) Escape Room aposta na tensão das situações e não no gore. O primeiro e segundo ato tem um ótimo ritmo e são muito bem construídos pelo diretor Adam Robitel (Sobrenatural: A Última Chave), a todo tempo você sente a angústia dos personagens.

Os cenários são muito bem feitos. As salas das quais eles devem escapar são surreais e bem criativas. Destaques para a sala invertida e a primeira apresentada. O elenco cumpre bem o seu papel nos esteriótipos que são colocados e trabalham bem. Nik Dodani (Atypical) é que tem a função mais “bacana” de todo o elenco, sendo o responsável por explicar aos demais (e para o público) o que é um Escape Room e suas regras. Isso ajuda o público a entender a premissa na qual se baseia o filme.

Porém chega o terceiro ato e tudo que foi bem construído é jogado fora em prol de colocar uma reviravolta mirabolante, que soa muito forçada, que prejudica o andamento do restante do filme. Fica claro a intenção da produção de fazer uma franquia (ou ao menos mais uma sequência) deste filme. Porém às vezes menos é mais. Se tivesse sido mais simples e objetiva o final seria melhor e o filme seria muito mais marcante do que termina sendo.

Em resumo, Escape Room mesmo com suas falhas (as do terceiro ato) é um filme obrigatório para os fãs de Jogos Mortais e de suspense em geral. Esse jogo sádico deve fazer alguns fãs e em breve terá uma continuação. Então, prepara a pipoca e se divirta. Que comecem os jogos!

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Essa crítica foi escrita por Matheus Simonsen. Siga ele...
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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