Crítica | Eu Sou Mais Eu

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A internet no Brasil ganhou força somente nos anos 2000, possibilitando assim o acesso e a produção de vários conteúdos, e com isso o nascimento dos youtubers. Estes por sua vez invadiram recentemente o mundo do cinema com filmes pra lá de duvidosos como: Internet – O Filme e Eu Fico Loko, ambos de 2017. O mais novo lançamento dessa leva é Eu Sou Mais Eu novo filme da youtuber, atriz, cantora, etc Kéfera.

Eu Sou Mais Eu nos apresenta a seguinte sinopse: a cantora pop Camilla Mendes (Kéfera), sucesso das paradas e figura narcisista que almeja apenas o poder e sucesso nas horas vagas, tem um encontro bizarro com uma fã que a transporta magicamente para o ano de 2004, quando ela era apenas uma adolescente desajeitada. Ao lado de seu amigo Cabeça (João Cortês), ela precisará encontrar uma forma de quebrar o feitiço e retornar ao futuro.

Eu Sou Mais Eu tem um roteiro que não é muito criativo, basicamente ele é uma paródia de todos aqueles filmes de viagem no tempo que já vimos ao menos uma vez no cinema, o bacana é que o próprio filme assume essa identidade numa divertida cena. Isso faz com que essa colcha de referências à cultura pop funcione bem. A produção acerta na trilha sonora, que dá um tom leve para a história, nela temos desde de Mamonas Assassinas até o ritmo Ragatanga do Rouge. É uma versão sensacional de uma música da Pitty (cantada pela própria Kéfera), além de outros sucessos do ano 2000.

A direção de Pedro Amorim (SuperPai) possui altos e baixos. O diretor abusa de closes e cenas em câmera lenta que tiram o ritmo e só causam constrangimento ao invés de gargalhadas. Em outros momentos ele consegue compor alguns quadros agradáveis e interessantes em especial nas cenas musicais da trama. Porém o grande acerto do diretor e a escalação do seu elenco.

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Kéfera Buchmann (É Fada) evoluiu muito como atriz, ela exagera na composição de sua Camila Mendes famosa soando como uma caricatura antipática de si mesma. Porém na versão adolescente a atriz encanta e diverte. Além disso ela se saí bem nos momentos  sensíveis da trama. João Cortêz está bem a vontade dando um show ao servir como ponte entre o presente e o passado da protagonista. A interação entre eles fluí naturalmente. O veterano Arthur Kohl mesmo com pouco tempo em cena brilha ao lado de Kéfera e tem com ela as melhores cenas do longa.

Eu Sou Mais Eu é um filme que deve agradar aos fãs de Kéfera Buchmann e aqueles que não são. Mesmo com falhas no roteiro o longa é divertido e possui um elenco carismático, além de uma trilha sonora nostálgica. Por fim o filme ainda trata sobre alguns temas bem pertinentes do nosso cotidiano como o Bullying com coragem e leveza.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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