Uma das novas produções da Netflix, Felicidade por um Fio, entra na lista de filmes que conseguem realizar a autoaceitação e a representatividade, com maestria e além disso, quebrar padrões de narrativas de filmes românticos.

A comédia romântica conta a história de Violet Jones, uma publicitária perfeccionista além da conta, que não se permite errar. Desiludida no amor, ela começa uma fase real de autoconhecimento e o marco disso tudo é quando, por um erro químico capilar, acaba raspando o cabelo. O longa é uma adaptação de um livro do mesmo título, escrito por Trisha Thomas em 2000.

felicidade Crítica | Felicidade por um fio

Sem notar, Violet acaba entrando em um processo libertador chamado transição capilar e, ao vermos o trailer, nos enganamos ao pensar que isso seria o assunto do filme. A obra trata de diversos assuntos, interligando uns com os outros, como racismo e machismo, sem deixar de dar a devida importância para cada um. Ao observar Violet se libertar, é notável que todas as áreas de sua vida sofrem mudanças drásticas, inclusive a relação com sua mãe, que cuidou a vida toda de Violet e também sofre com os padrões impostos desde sempre para elas, principalmente pelo fato de serem mulheres negras.

A Violet, interpretada por Sanaa Lathan, sai da perfeição, simbolizada pelo cabelo liso, e vai para a verdadeira Violet, com seu cabelo natural. Isso aproxima demais a fase da mulher que estamos vivendo hoje, essa quebra de imposição, o empoderamento feminino, a importância da estética em nossas vidas.

Com certeza é uma das melhores obras originais da Netflix e que vai tocar todo mundo que assistir, principalmente quem tem cabelo afro!