qui, 3 abril 2025

Crítica | Flow

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É uma animação que mistura bem esse clima contemplativo e até uma pegada Indie com certos padrões de filmes como Disney e DreamWorks no quesito evolução da narrativa. Ele mescla bastante a atenção com detalhes do ambiente, sejam mudanças climáticas e físicas do planeta, mas também um grau de relação evolutivo entre aqueles animais tão diferentes.

Gato é um animal solitário, mas quando seu lar é devastado por uma grande inundação, ele encontra refúgio em um barco povoado por várias espécies, e tem que se unir a elas apesar de suas diferenças.

É um longa que busca convidar o espectador a explorar aquele ambiente extremamente hostil por meio de presenciar os momentos. Ele une essa ideia dos animais totalmente ligados com a realidade, seja no quesito de não falarem e agirem puramente no instinto, e com isso um planeta terra em mudança extrema e praticamente sem nenhuma informação, apenas usando os cenários que o filme entrega ao longo da jornada.

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É uma narrativa simples e que vai aos poucos aproximando aqueles animais unidos pela sobrevivência. Desde um gato e cachorro, até capivara, lêmure e um pássaro gigantesco. É um grau de necessidade e aprendizado que vai unir o respeito e companheirismo daquela animais em inúmeras situações. O filme vai se aproveitar de cada característica única de cada animal, seja o gato mais desconfiado e solitário, a capivara mais sonolenta e relaxada, o lêmure mais egoísta e colecionador, o pássaro mais imponente ou o cachorro mais alegre e companheiro. São graus e graus de detalhes que fazem a diferença para o público ter a simpatia e carisma com aqueles bichinhos.

A animação se utiliza do Blender para construir seu cenário 3D. É uma concepção linda de imagens para ajudar na imersão daquele mundo, desde sua água hipnotizante, luzes, até os bichinhos com detalhes nos olhos e expressões tão vivas.

Flow é um filme com uma mensagem bem direta e simples, é um frescor para o gênero. Lembra bastante o recente “Robô Selvagem”, nessa relação com a natureza e as constantes mudanças, aqui ao invés de algo mais conhecido dos estúdios ele aposta nos primórdios do cinema: o impacto das imagens.

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