Crítica | Geração 30 e Poucos (Generazione 56K)

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Generazione 56K (Geração 30 e Poucos – título em português) é uma produção italiana, disponível na Netflix, que conta a história de Daniel (Angelo Spagnoletti) um desenvolvedor de aplicativos que está cansado de conhecer pessoas na internet e não conseguir estabelecer nenhuma conexão real. Do outro lado, temos Matilde (Cristina Cappelli)  que trabalha com restauração de móveis e recebeu uma oportunidade de ir trabalhar em Paris, mas por estar noiva sente que não deve ir. Os dois se conhecem desde a escola e se reencontram depois de 20 anos. 

O título original já é uma boa dose de nostalgia em referência à internet discada na época com velocidade de 56k. Já está se sentindo velho? Então espere até ouvir o barulho do modem da conexão discada!

A série viaja sempre do presente para o passado, mostrando o desenvolvimento de Daniel e seus amigos inseparáveis, Luca (Gianluca Fru) e Sandro (Fabio Balsamo), principalmente como os três estão sempre se apoiando e se ajudando. Uma relação legítima de amizade. Quando estamos no passado é que temos os momentos mais divertidos da trama, como os meninos decidindo copiar uma fita VHS de filme pornô e trocando por engano com a fita do filme de princesa que a irmã mais nova de Daniel vai ver com as amiguinhas. Matilde e sua melhor amiga, Inês (Claudia Tranchese), também se mantiveram inseparáveis, mesmo sendo tão diferentes, estão sempre juntas. 

É muito fácil se identificar com os personagens, seja nas lembranças da infância, quanto nos problemas da vida adulta. Nos tempos de escola era muito comum que “Joãozinho” gostasse de “Mariazinha” que, por sua vez, gostava de “Zezinho”. E vemos isso em Geração 30 e Poucos, é aquele clichêzinho gostoso que faz a gente se envolver mais com a história. 

A estética da série dá todo o clima que a trama precisa, explorando as belas paisagens italianas, mas também usando e abusando dos elementos dos anos 90, como os computadores, disquetes, roupas e cabelos comuns da época. E em outros quesitos técnicos a série também está muito bem, principalmente fotografia e trilha sonora, que conseguem criar um delicioso clima nostálgico durante os flashbacks, mas mantém a mesma personalidade quando as cenas voltam aos dias atuais.

O enredo não é nada extremamente inovador, mas há surpresas boas e o ritmo da trama é muito gostoso de acompanhar. Os dois personagens principais são muito bem construídos, mostrando situações do passado que foram muito importantes e que influenciam fortemente no momento presente. E os personagens secundários possuem importância para o desenrolar da trama.

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Apesar de toda a brincadeira com os anos 90, o foco principal da série são os relacionamentos. Mesmo o romance do casal principal sendo bem previsível, a série mostra como as relações familiares e de amizade são importantes em nossas vidas. Como as decepções do passado podem interferir diretamente nas escolhas do futuro e como podemos aprender com os nossos erros. Tudo com muita leveza e bom-humor.

Revisão Crítica

NOTA
Bruna Carvalhohttp://estacaonerd.com
Ainda esperando minha carta de Hogwarts, mesmo sabendo que a resposta é 42. Desejo vida longa e próspera e que a força esteja com vocês!

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