Crítica | Godzilla: Singular Point

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Godzilla: Singular Point é o novo anime original da Netflix, a história seguirá os jovens gênios Mei Kamino e Yun Arikawa, à medida que enfrentam uma ameaça sem precedentes com os seus companheiros. A produção original do streaming tenta juntar a cultura oriental na qual se baseia a história com os elementos pop atuais. O resultado é regular e pode agradar.

Netflix/Divulgação

O anime é uma obra original que realmente faz jus ao termo. A produção pega diversos elementos da franquia famosa e os readapta de um modo, interessante. O problema é a velocidade na qual isso acontece. Tudo na trama ocorre no 220 V. Piscou perdeu. Somos bombardeados de informações a todo momento. 80% da trama gira em torno de um composto especial chamado ‘arquétipo’, que permite que a luz do futuro viaje até o presente. Grande parte dos episódios são dedicados a explicar essas características e o embasamento científico da mesma para a história. Isso não é ruim, mas com tanta informação sendo jogada é difícil conseguir se conectar aos personagens da trama. Por falar em personagens, eles não são os mais cativantes e acabam apenas servindo na narrativa como dispositivos que vão explicar alguns pontos e nos levar do ponto X ao ponto Y.

A produção constrói cenários bonitos, mas o que pode chamar mais a atenção é o CGI, que não é ruim, mas destoa. Em diversos momentos temos os personagens em um plano e os Kaijus em um outro, feitos com outra técnica de animação o que é estranho. Além disso os designs das criaturas não são tão ricos em detalhes e pode decepcionar. As cenas de luta melhoram com o passar do tempo e ficam melhores com o aumento proporcional da destruição. Outro detalhe é que o astro (Godzilla) até o episódio seis, não aparece, sendo aqui e ali citado. Um ponto positivo da obra é a infinidade de easter eggs e referências que se pode ver, em especial nos primeiros episódios. A trilha sonora acrescenta bastante a trama e funciona, os episódios seis e sete são os melhores no quesito suspense e desenvolvimento da trama.

Netflix/Divulgação

Godzilla: Singular Point é uma obra que tinha muito potencial, mas que se torna quase um desafio de ser entendida após tantas explicações científicas e termos técnicos. Os fãs que não ligarem de ver Kaijus do tamanho de uma casa em boa parte da história, podem se satisfazer com essa produção que aposta mais no seu conhecimento e ideias do que nos monstros.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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