Crítica | Green Book: O Guia

Green Book: O Guia, filme com cinco indicações ao Oscar 2019 (melhor filme, melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor roteiro original e montagem) narra a história real de uma amizade inimaginável entre um ítalo-americano e um afro-americano durante a época de segregação racial nos Estados Unidos. O título do longa é uma referência ao guia de viagem que indicava hotéis e restaurantes em que os negros eram aceitos.

Peter Farrelly (Eu, Eu Mesmo & Irene) é um diretor conhecido por comédias escrachadas como Débi & Lóide (1994) e Débi & Lóide 2 (2014), agora mais maduro o diretor tenta se arriscar num novo tipo de longa, porém o mesmo opta por caminhos discutíveis que tiram um pouco do brilho de sua direção.


O primeiro deles é a narrativa, o filme tem roteiro escrito por Farelly, Brian Currie (Eu, Eu Mesmo & Irene) e Nick Vallelonga. Nick é filho de Tony Vallelonga que no filme é interpretado por Viggo Mortensen (A Estrada). Com isso o longa opta por dar o protagonismo ao personagem branco (Tony Vallelonga), mostrando sua “regeneração como ser humano” deixando o personagem negro (Don Shirley), que possui importância histórica, em segundo plano. Outro erro são as diversas imprecisões históricas da situação do sul dos EUA na década de 1960.

Porém nem tudo é tragédia. A química impressionante entre as estrelas Mortensen e Marshala Ali (Luke Cage) é a melhor coisa do filme, tudo flui naturalmente Shirley (personagem interpretado magistralmente por Ali e que deve faturar o Oscar de ator coadjuvante) é um músico sofisticado, Vallelonga é um italiano brucutu essas diferenças de personalidade trarão cenas divertidas e tocantes. No caminho, os dois vencem seus preconceitos, e criam uma amizade improvável. A montagem também é muito bem realizada e merece um destaque, as passagens de cena são muito bem desenvolvidas e fazem com que as duas horas de longa nem sejam sentidas.

mahershala ali viggo mortensen green book filmeGreen Book: O Guia é um bom filme, mas que deixa a impressão de que poderia ser bem melhor se tivesse feito outras escolhas. É uma pena que o roteiro não esteja a altura do seu elenco que sobra com uma atuação magnífica.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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