Crítica | Halston

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Halston foi inicialmente um famoso designer de chapéus, estes usados até por Jackie Kennedy, ex-primeira-dama dos EUA. Assim ganhou os holofotes e aproveitou a visibilidade para se aventurar na moda. Cercado de celebridades como Liza Minelli (Krysta Rodriguez) e Elsa Peretti (Rebecca Dayan), Halston cresceu graças à sua ousadia e entusiasmo e se tornou um sinônimo de luxo e elegância.

Em cinco episódios, acompanhamos a ascensão e a queda do estilista, enquanto assistimos flashbacks de sua infância e a delicada relação com a mãe, por exemplo. Ao mesmo tempo notamos que mesmo depois de adulto, com sua homossexualidade assumida, Halston ainda carrega muitos traumas vindos da rejeição que sofria de seu pai.

O série soube construir lindamente um Halston criativo e ambicioso que vai se tornando tenso, desequilibrado e entregue aos vícios. Ewan é brilhante e cativante de uma forma que se torna impossível imaginar outro ator para o papel. Os papéis secundários dão vida e humanidade à trama. Liza Minelli (Krysta Rodriguez) é um frescor que nos faz ansiar por mais cenas de interação com Halston. Os momentos da dupla são cheios de química e de uma beleza extremamente confortável.

Netflix / Divulgação

O design de produção é um espetáculo à parte. Uma beleza áudio visual impecável que facilmente nos transporta para a década de 70 e enche os olhos com a beleza dos figurinos, das caracterizações e das luzes. Halston era extravagante sem ser exagerado. Era elegante e provocante porém delicado como suas inúmeras orquídeas.

Em meio à sutileza Murphy imprime mais uma vez seu estilo com produções que quebram paradigmas e possibilitam visibilidade e representatividade. Com um currículo de trabalhos ousados, Halston não seria diferente. Orgia, sexo e o uso constante de drogas, acabaram causando polêmica com a família do artista: “Os arquivos da família não foram consultados para a produção da Netflix. Os arquivos Halston continuam sendo a única fonte definitiva e abrangente sobre o homem e seu legado como o guardião legal de seus papéis e objetos pessoais”, diz o texto. A minissérie é inspirada no livro Simply Halston: The Untold Story (1991), escrito por Steven Gaines.

O único ponto negativo da minissérie é a quantidade de episódios. Apenas cinco para contar toda a história de um homem excêntrico e talentoso, desde sua infância difícil, passando por suas relações amorosas conturbadas, suas conquistas profissionais, seu vício em cocaína e álcool e a AIDS, que tiraria sua vida em 1990.

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Halston é portanto um belíssimo passeio pela moda e pela vida ambiciosa do estilista que ditou a moda americana por anos.

Revisão Crítica

Nota:
Talita Gimeneshttps://estacaonerd.com/
Apaixonada por cultura pop, gatos e brigadeiro. Não exatamente nessa ordem!

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