qua, 21 setembro 2022

Crítica | Harley Quinn (Terceira Temporada)

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O universo DC Comics é uma das fontes mais ricas para histórias de super-heróis e desenvolvimento também dos vilões. Tendo nos últimos anos se tornando cada vez mais popular através de sua jornada de independência, Arlequina já é considerada pelos fãs o quarto pilar da DC. A personagem que se tornou icônica no cinema e na TV, ganhou um terceiro ano para sua série animada, que se mostrou uma prova do carisma da personagem e do potencial de um desenvolvimento sem fim para a mesma.

Seguindo o padrão das temporadas anteriores, a terceira temporada de Harley Quinn brinca e se diverte bastante com os arquétipos do universo da DC Comics, os personagens introduzidos na série são paródias de si mesmos, trazendo sacadas espertinhas sobre o conhecimento popular sobre eles e também em como a própria Harley vê tais figuras. Talvez o personagem coadjuvante que teve um maior destaque em relação às temporadas anteriores é o próprio Batman. Nos dois primeiros anos da série, ele era retratado como essa figura imponente e dramática, mas na terceira temporada, acompanhamos um núcleo mais íntimo do Homem-Morcego, apresentando Bruce Wayne como uma figura quase patética e emocionalmente imatura. 

Junto com o Batman, outro personagem que teve uma repaginada completa na série é o seu arqui-inimigo e ex-namorado da Arlequina, o Coringa. É aliviante falar como é gostoso ter o Príncipe do Crime cartunesco nessa série, fugindo da figura mais séria e sombria que dominou a Cultura Pop nos últimos anos. Seguindo o seu desenvolvimento das últimas temporadas, o Coringa agora é um homem casado e um padrasto que só quer ser uma figura paterna decente para o seu enteado. Porém mesmo com essa virada no personagem, a malícia e crueldade do vilão ainda continua sendo marcante, o episódio que o Coringa se torna o prefeito de Gotham apenas para roubar a vaga de estacionamento de uma mãe rival é o exemplo de absurdo e genialidade hilária que a série contém. É justo dizer que Alan Tudyk é o sucessor digno de Mark Hamill para fazer a voz do palhaço, o ator consegue entregar perfeitamente a insanidade e profundidade do personagem.

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A terceira temporada de Harley Quinn é marcada pelo amor, o relacionamento entre Arlequina e Hera Venenosa é uma dos romances mais sinceros, maduros e sensíveis da ficção de super-heróis nos últimos 10 anos. Harley e Hera são duas pessoas extremamente diferentes, porém as duas se amam e se apoiam, tal apoio é retratado com limites e comunicação eficaz entre as duas. O clímax da temporada se passa em torno de Harley tendo que superar as feridas de seu relacionamento abusivo anterior porque estava a passos de projetar tudo isso com Hera. Os momentos finais da Season Finale com as duas personagens consegue ser ao mesmo tempo maduro, hilário e sensível.

Apesar da série ser bastante focada neste relacionamento, é maravilhoso como nenhuma das duas personagens são limitadas ao namoro, cada uma tem sua própria jornada e desenvolvimento fora deste. Um problema talvez seja que Harley não teve um foco tão grande quanto Hera em seus arcos pessoais. A virada no último episódio em que Harley percebe que não quer mais ser uma vilã é um pouco inesperado e com pouca fundação do que foi previamente estabelecido, apesar de bem vinda. 

No fim, Harley Quinn apresentou uma terceira temporada cheia de sarcasmo e sacadas espertinhas que conseguem arrancar risadas sinceras do espectador ao mesmo tempo que entrega um dos relacionamentos mais honestos da mídia de super-heróis. O universo DC Comics feito de paródia é prazeroso de visitar a cada episódio e a ansiedade para um já confirmado quarto ano da série é nada mais que justa de existir.

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