Crítica | Hebe – A Estrela do Brasil

Que Hebe Camargo sempre foi uma gracinha na TV e uma das apresentadoras mais queridas do país todos já estamos bem cientes; mas você realmente conhece a sua história?

Hebe – A Estrela do Brasil, cinebiografia que estreia nesta quinta, retrata a transição da ditadura para a democracia no Brasil enquanto Hebe é apresentadora na Band e no SBT. Esse é um filme que faz muito mais do que uma linda homenagem a carreira de Hebe. Ele também mostra um retrato de uma mulher batalhadora! intensa! De coração nobre! Num país que beira a barbárie com tanta corrupção e preconceitos. Uma cinebiografia primorosa!

Essa não é uma cinebiografia comum, ao invés de repetir a cartilha que geralmente se resume em “acompanhar a vida do artista da sua infância até sua morte”, o longa inova focando na vida da artista durante um momento conturbado de sua vida e do país, o resultado disso pode causar estranhamento, mas é ótimo. Muito desse resultado positivo se deve a Andréa Beltrão. A atriz incorpora muito bem os trejeitos de Hebe e encanta/emociona o público com sua interpretação, seja como a Hebe apresentadora ou mãe, tia e amiga nos momentos de intimidade. A atuação de Beltrão é magnifica!!!


O roteiro escrito por Carolina Kotscho (Flores Raras) é honesto em sua narrativa e mostra as qualidades de Hebe – e também os seus defeitos -. Isso faz com que o longa mostre todas as facetas dessa mulher que conquistou o país ao bater de frente com o governo, enfrentando os resquícios da censura no país e batendo de frente com alguns preconceitos da época (que infelizmente ainda existem). Para se ter ideia, Hebe preferiu se demitir ao vivo do que se curvar aos ideias que ela repudiava.

A direção de Maurício Farias (Vai que Dá Certo) é extremamente assertiva, em especial nos enquadramentos perfeitos que o diretor utiliza, que, aliados a interpretação de Beltrão farão você rir/chorar bastante. A fotografia consegue capturar muito bem o humor de sua protagonista utilizando um jogo de luzes que não atrapalha em momento algum a trama. Porém nem tudo é perfeito.

A montagem não decide muito bem qual velocidade dar a trama e isso atrapalha demais a história, criando saltos temporais que nos deixam confusos em saber se passarem-se um mês ou um ano. Algumas participações especiais estão pra lá de caricatas. Daniel Boaventura (Mulheres Alteradas) faz um Silvio Santos que pouco lembra o dono do SBT. O ator escolhido para cantar/interpretar Roberto Carlos até lembra a silhueta do Rei, mas a voz… Gabriel Braga Nunes (Alemão) possui pouquíssimo tempo em tela, a razão é justificada pelo roteiro, mas é uma pena ver tão pouco do ator. Dos demais atores Marco Ricca (Mosto Não Fala) é quem rouba as cenas interpretando o marido abusivo de Hebe. A parte familiar de Hebe é dos destaques da trama, sendo regado de bebidas e exageros.

Hebe: A Estrela do Brasil é uma cinebiografia dinâmica, divertida e pra lá de emocionante. Com uma atuação fora de série de Beltrão, esse longa mostra que “a Hebe não é de direita, e nem é de esquerda.” Ele mostra que a Hebe foi fantástica, como apresentadora e ser humano!

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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