qua, 21 fevereiro 2024

Crítica | Hotel Transilvânia: Transformostrão

Publicidade

Qual é a hora certa de encerrar uma franquia? Algumas produções são espremidas até a última gota por Hollywood em busca de números. Hotel Transilvânia talvez seja um exceção. O filme surgiu em 2012 como uma comédia familiar que apresentou versões divertidas de diversos monstros do terror. No primeiro filme conhecemos o Conde Drácula que aposentou suas pressas e agora administra um hotel na Transilvânia, que serve como refúgio para que outros monstros possam relaxar. Em meio a toda complicação de administrar um local assim, a filha do Drácula se apaixona por um mochileiro humano que se perdeu no hotel por acidente. O filme foi um sucesso, nos anos seguintes foram lançadas sequências que exploraram a proposta inicial ao máximo e o resultado não foi tão bom assim, A bilheteria das sequências foram boas, mas as novas aventuras esgotaram a essência da produção. Para encerar a franquia chega no Prime Video, Hotel Transilvânia: Transformostrão, filme que resolve voltar às suas origens para concluir as aventuras de Drácula e sua turma.

Hotel Transilvânia: Transformostrão tem uma premissa simples: A nova invenção de Van Helsing transforma Drac e os amigos em humanos, e Johnny em um monstro. Agora, Drac deve encontrar uma maneira de reverter o feitiço antes que a mudança se torne permanente. O filme é uma grande aventura do início ao fim, a cena na qual vemos Jonnhy gerenciando a festa do Hotel é hilária, assim como seus desdobramentos que culminam na premissa, já citada anteriormente. O fio condutor dessa nova aventura é o choque de gerações e a relação entre Drac e Jonnhy. O trio de roteirista Amos Vernon (VHYes), Nunzio Randazzo (Hot Winter) e Genndy Tartakovsky (Primal) constroem diversas situações que são extremamente divertidas de se ver e que trazem à tona o que de melhor à franquia de monstros possui: seus personagens! As piadas apresentadas devem agradar pais e filhos, e não são tão bobinhas como as do segundo e do terceiro filme.

A direção da dupla Jennifer Kluska (Monster Pets: A Hotel Transylvania Short Film), Derek Drymon (Bob Esponja Christmas Who?) dá a trama um ritmo ágil, mas sem ser frenético demais. Conseguimos compreender tudo que é apresentado e os desdobramentos das situações ocorrem com naturalidade. A mensagem sobre respeito as diferenças é bacana e muito bem desenvolvida. Outro destaque é a fotografia bastante colorida e a qualidade técnica que realça bastante os ambientes, sejam os apresentados no castelo ou os da selva.

Publicidade

O maior defeito deste filme é o seu terceiro ato, ele resolve a situação problema da produção e acaba… O encerramento do filme e da franquia acontece de modo abrupto. Poderia haver uma trabalho melhor para essa conclusão, afinal esse é o encerramento da franquia e não só de mais um capítulo. Mesmo com essa falha o filme consegue ser tocante e divertido na maior parte do tempo.

Hotel Transilvânia: Transformostrão consegue entreter enquanto apresenta para a criançada uma mensagem bacana sobre aceitação. Que num futuro possamos ver esses personagens novamente. Enquanto isso assista ao filme no Prime Video com toda família e se divirta.

Publicidade

Publicidade

Destaque

Crítica | Amante, stalker e mortal

Em um dos debates mais recentes sobre cinema na...

Crítica | Todos Nós Desconhecidos (All of Us Strangers)

Escrito e dirigido por Andrew Haigh (Looking), All of...

Semana do Cinema: Cinemark participa da primeira edição de 2024 com ingressos por R$12

A Cinemark é uma das redes exibidoras participantes da próxima edição...

Crítica | Orion e o Escuro

Existem inúmeros filmes e diretores que têm o hábito...
Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
Qual é a hora certa de encerrar uma franquia? Algumas produções são espremidas até a última gota por Hollywood em busca de números. Hotel Transilvânia talvez seja um exceção. O filme surgiu em 2012 como uma comédia familiar que apresentou versões divertidas de diversos...Crítica | Hotel Transilvânia: Transformostrão