qua, 2 setembro 2026

Crítica | Idiotas

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É um filme que tenta invocar essa comédia de absurdos como “Superbad” ou “Se Beber Não Case”, mas justamente falha pela falta de graça nos acontecimentos e um texto fraco e confuso com seus personagens. O filme cria uma situação que conforme avança e conhecemos a figura de Sheridan, interpretado por Mason Thames, vemos que ele é uma pessoa horrível, de fato alguém que não deveria estar solto no mundo e o longa parece não ter uma capacidade de assimilar isso com as consequências e desfecho do filme. Faz parecer que é tudo uma brincadeira e assim segue a vida, uma lição péssima, mesmo sendo uma comédia mais absurda, acaba sendo péssimo essa decisão.

Em Idiotas, o que parecia ser apenas mais um trabalho rapidamente se transforma em uma viagem fora de controle. Dois motoristas acostumados a cruzar estradas intermináveis recebem a missão de levar um adolescente rico e problemático até uma clínica de reabilitação. No entanto, o jovem passageiro tem outros planos e arrasta a dupla para uma sequência de confusões envolvendo drogas, perseguições, criminosos e decisões cada vez mais arriscadas. À medida que o caos toma conta da jornada, os três precisam lidar com seus próprios limites e descobrir se conseguirão chegar ao destino, ou sobreviver ao caminho até lá.

Talvez seja uma saturação envolvendo acompanhar adultos desfuncionais e resolvendo seus problemas se utilizando de drogas, tal qual o personagem de Dave Franco. Mas o próprio texto não ajuda ao torna-los sem graças e desinteressantes conforme as brigas vão sendo estabelecidas. A maior prova disso é a parte do hotel onde o rapaz acaba drogando os dois personagens e a sequência é apenas um desenrolado de situações com fraco texto, fraca interpretação de ambos e apenas uma comédia rasa e com dificuldade de arrancar um riso.

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E me parece um daqueles casos onde os coadjuvantes ganham um certo brilho, não só por uma falta de expetativa no meio daquele bolo sem recheio, mas certos bons talentos jogados no filme e que assumem uma postura de alívio com a falta de comédia. Tal qual Kiernan Shipka, Peter Dinklage e seu grupo maluco no final do filme, eles funcionam bem e engradecem uma caricatura mais sem graça que os principais possuem.

Alias, o problema de tom citado anteriormente é o grande ponto. Você aumentar a escala para certos problemas de psicopatia do rapaz acaba que soando problemático, ainda mais com a situação dele queimar uma pessoa viva e originar essa missão de sua internação. O tom que o filme lida em seu final é patético, onde o personagem do Dave Franco alcança com uma conquista de salvar alguém, mas as consequências daquilo serão gravíssimas e o diretor Macon acredita dar um desfecho honroso com aqueles personagens, o que não é o caso nem um pouco.

Idiotas possui um bom elenco e umas pitadas de comédia ao longo de sua jornada, mas a condução do roteiro em lidar com certas situações graves e mesclar com a comédia acaba não combinando, e além disso, falta ter graça, o texto é fraco e inutiliza um gênero tão querido que é o besteirol.

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