Crítica | IO – O Último na Terra

Filmes de ficção científica normalmente nos remetem a uma realidade quase que inatingível,mas IO traz como diferencial uma possibilidade remota (ou não) do futuro do nosso planeta.

O filme dirigido por Jonathan Helpert retrata o planeta Terra em completo abandono, após a poluição chegar a níveis catastróficos. Esse acontecimento faz com que a população existente busque formas de sobreviver fora do planeta, e então é criada a Operação Exôdo, onde são enviadas naves com habitantes da Terra para uma colônia em IO, uma das luas de Júpiter.


Nesse cenário, a cientista Sam Walden (Margaret Qualley) decide ficar na Terra para tentar provar que as teorias de seu pai estão certas, e que é possível se adaptar às mudanças e sobreviver.
Vivendo em um laboratório onde os níveis de poluição são mais baixos, Sam consegue produzir sua própria comida e trabalhar em suas pesquisas, além de se interessar por arte, filosofia, e se comunicar por e-mail com seu namorado Ellon, que foi enviado à IO.

A rotina de Sam muda quando uma tempestade destrói toda sua pesquisa científica, e Ellon lhe envia um e-mail onde informa que a última nave partirá para IO em poucos dias e que não haverá retorno à Terra. Sam decide então partir, porém é surpreendida pela chegada de Micah (Anthony Mackie), que viajou em um balão de gás Hélio até o laboratório, esperando que o pai de Sam possa reforçar sua crença de que a Terra ainda pode ser um planeta habitável.

IO é um filme com poucos atores, cenários e efeitos especiais. A cena de maior ação da trama é a da tempestade, logo, se você é fascinado por filmes em que as cenas causam tensão e adrenalina, com certeza não irá gostar de IO. Os pontos altos do filme são os diálogos repletos de citações filosóficas, as teorias sobre evolução da espécie, a história que envolve a busca de Micah e a personalidade inconstante de Sam, que por diversas vezes nos deixa em dúvida sobre sua decisão de deixar o planeta.

O filme tem como objetivo conscientizar o público sobre os danos causados ao meio ambiente e suas possíveis consequências. O tema não é tratado de forma explícita, mas está presente em todo o enredo.

Nota-se que a trama gera várias incógnitas, deixando algumas situações em aberto para que cada pessoa possa interpretar à sua maneira. Além de mostrar sentimentos como solidão e esperança, sendo que, a solidão nem sempre é mostrada com pesar. 

IO é um filme de ficção científica que foge daquela ideia premeditada de superprodução, porém a Netflix nos traz em enredo no mínimo reflexivo e intrigante. Uma boa história, mas que definitivamente não irá agradar à todos. 

IO entrou para o catálogo de filmes da Netflix em 18 de janeiro.

 

Dayana Maiahttps://estacaonerd.com
A louca das séries e filmes. Apaixonada pelo universo Marvel e DC (não sou capaz de escolher um só), indie rock, livros, games e café. Aguardando a abdução alienígena.

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